Crivella manterá cortes de verbas às escolas de samba

Patrice Gainsbourg
Junho 20, 2017

"Como se não bastasse o prefeito não ter comparecido à entrega das chaves da cidade para o Rei Momo neste carnaval, um insulto para a toda população, já que é uma cerimônia tradicional e não se trata de gostar ou não de carnaval, agora decide cortar em 50% a verba destinada às escolas de samba, que são as grandes responsáveis pelo carnaval. Quando você pega um momento difícil como este e quer atingir o que mais embeleza o carnaval carioca é muita demagogia", disse o carnavalesco da Beija-Flor.

"Os caras vão lá na Petrobras e roubam e a culpa é do samba?" Porém, o corte que o prefeito está fazendo não pode nem deve ser avistado somente pelo ângulo de sua opção religiosa. O samba já foi tão marginalizado. Vai dar lucro, traz turistas, é importante para a cidade - disse o prefeito de Caxias, que criticou a decisão de Crivella: - O carnaval gera empregos, renda.

- O senhor vai dar dinheiro para as escolas de samba? Desprezar o carnaval é ir contra toda a cidade e seus cidadãos e isso afeta não só o Rio de Janeiro, mas o Brasil como um todo - enfatizou a presidente da ABAV-RJ. O fato é que com R$ 1 milhão a menos não dá para desfilar. Vamos sentar, conversar e achar um caminho.

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Crivella teve nesta segunda a primeira agenda pública desde o início da polêmica sobre a festa, já que estava em uma viagem internacional. A SME mantém cerca de 60 mil crianças em creches, das quais 44 mil em instituições próprias e 16 mil em conveniadas. "Nos últimos anos, foi R$ 1 milhão [para cada escola], só no ano passado foi R$ 2 milhões", afirmou Crivella, ao participar de uma homenagem ao prefeito de São Paulo, João Doria, no Copacabana Palace. A medida anunciada por Crivella corta o repasse para as escolas de samba de R$ 24 milhões, em 2017, para R$ 12 milhões, a partir de 2018.

"Cólicas não são pra desanimar". A Riotur afirmou que vai tentar captar verba privada para o Carnaval. Porém, tal medida não surtiu efeito na Paradas gay LGBT, evento que também foi alvos de cortes por parte de Crivella, sob a mesma justificativa.

O remanejamento de R$ 13 milhões não seria suficiente para cobrir os novos investimentos prometidos em todas as creches conveniadas. O dinheiro tirado do carnaval seria suficiente para atender apenas 3.611 crianças.

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