Incêndio florestal deixa ao menos 62 mortos em Portugal

Patrice Gainsbourg
Junho 20, 2017

Um incêndio florestal de grandes proporções, iniciado na tarde desse sábado (17), já deixou 62 mortos no distrito de Leiria, na região central de Portugal, informou hoje (18) o Secretário de Administração Interna de Portugal, Jorge Gomes.

Relativamente poupado nos anos de 2014 e 2015, Portugal foi duramente atingido no ano passado pelos incêndios florestais, que devastaram mais de 100 mil hectares em seu território continental.

O primeiro-ministro explicou que os diversos focos de incêndio podem ter sido provocados pela queda de raios em zonas onde ocorrem tempestades elétricas. "As necessidades neste momento estão cobertas e seria necessário que se suspendesse esta vaga", disse a ministra, que reconheceu que esta situação em Pedrógão Grande "é muito difícil" e apelou "ao sentimento de solidariedade das pessoas", que "agradeceu profundamente".

Dezenas de caminhões do Corpo de Bombeiros avançaram e recuaram para combater as chamas em áreas até 20 quilômetros ao norte de Pedrógão Grande. "Como isto pode ter acontecido?", perguntava o Jornal de Notícias.

O balanço oficial mais recente era de 62 mortos e 62 feridos, incluindo cinco em estado grave, uma criança e quatro bombeiros.

"Nossa dor é imensa, como nossa solidariedade com as famílias da tragédia", afirmou no domingo o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, emocionado com a maior tragédia da história recente de Portugal. Os outros 10 mortos foram localizados "em zona rural".

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The previous highest was registered by Australia when they thrashed India by 125 runs in the 2003 World Cup final in Johannesburg. He said: "Not just today, not just tomorrow, this day will be remembered in Pakistan for years to come".

O maior número de vítimas foi registrado na vila de Pedrogão Grande, mas o fogo se alastrou também pelas de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. Pensei que o fim do mundo havia chegado.

Em 2006, seis bombeiros chilenos, que vieram auxiliar os seus companheiros portugueses num incêndio na Guarda, acabaram por não conseguir escapar à força do fogo. Quatro aviões de combate ao fogo da Espanha e três da França chegaram ao país no domingo para ajudar os bombeiros portugueses.

Corpos foram encontrados em casas localizadas em áreas isoladas. Nesta segunda-feira, devem chegar dois aviões espanhóis e dois italianos, assim como reforços terrestres, no âmbito do mecanismo europeu de proteção civil, ativado a pedido de Lisboa. Algumas vítimas identificadas "morreram em suas casas, que não deixaram a tempo", afirmou o primeiro-ministro António Costa, que pediu à população que respeite as ordens de evacuação. O incêndio já é considerado uma das maiores tragédias dos últimos 50 anos no país.

A família Pais não abandonou a sua casa e há mais de 24 horas luta sozinha contra as chamas com uma simples mangueira.

"Conhecia várias vítimas. Uma amiga perdeu a mãe e a filha de quatro anos porque não conseguiu retirá-las da parte de trás do carro", disse Isabel Ferreira, de 62 anos, habitante da região.

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