'Quero matar todos os muçulmanos', diz autor do ataque em Londres

Patrice Gainsbourg
Junho 20, 2017

Uma pessoa morreu e dez ficaram feridas na sequência de um atropelamento ocorrido na madrugada desta segunda-feira em frente a uma mesquita em Finsbury Park, no Norte de Londres. A polícia investiga o incidente como sendo terrorista.

O motorista da van, um homem de 48 anos, ficou retido pela população e depois foi preso pela polícia.

"Eles têm uma mentalidade de que matar pessoas, é tão simples como isso", disse à AFP. Uma das pessoas afirmou que o motorista teria gritado: "vou matar todos os muçulmanos".

Depois do ataque, oito feridos deram entrada em três hospitais da capital britânica e outros dois foram tratados no local do ataque, sem necessidade de hospitalização.

Outras reclamaram da demora da polícia para chegar ao local do incidente - algumas disseram que foram 45 minutos de espera.

Após o incidente, a polícia instalou barreiras e montou um perímetro de segurança.
Em comunicado, Sadiq Khan pediu às pessoas que "permaneçam calmas e vigilantes". Ela qualificou o episódio de "terrível" e expressou sua solidariedade às vítimas e a suas famílias. May afirmou que seus "pensamentos estão com os feridos, seus parentes e as equipes de emergência".

LIBERDADE A primeira-ministra britânica, Theresa May, classificou o atropelamento como "tentativa doentia de destruir a liberdade religiosa".

Supreme court rules Bush officials cannot be sued over 9/11 detentions
It left open the possibility for the men to challenge their detention conditions by proving their case against the prison warden. The justices ruled that Congress, not the courts, should have authority on that decision.

O condutor dirigiu o carro para cima de pessoas que saiam de uma mesquita poucos minutos depois da meia-noite. "Nossas orações estão com as vítimas", escreveu o MCB no Twitter.

Mohammed Shafiq, que dirige a organização muçulmana Ramadhan Foundation, condenou este "mal-intencionado ataque", em um comunicado.

Esse é o quarto ataque nos últimos três meses no Reino Unido chamado de "atentado terrorista" pelas autoridades.

Cage, uma associação muçulmana de defesa dos direitoe humanos, denunciou o "aumento desenfreado da islamofobia" e fez um pedido de "calma".

A multidão deixava a mesquita pouco depois da meia-noite neste mês do Ramadã, quando muitos fiéis se reúnem para rezar à noite depois da ruptura do jejum, quando a van branca atropelou um grupo de pessoas que tentavam ajudar um outro que havia desmaiado. A mesquita de Finsbury Park, perto do local do atropelamento, é onde o clérigo radical Abu Hamza pregava e já foi um centro conhecido por ter islamitas radicais, mas mudou completamente sob nova administração.

Apesar da mudança de liderança e do novo foco nas relações com a comunidade, a mesquita recebeu uma série de mensagens e cartas ameaçadoras após os ataques ocorridos em Paris.

"Um deles acabou sob a van e várias pessoas se reuniram para levantar o veículo para tirar o homem que estava em baixo", relatou. O autor, Salman Abadi, era um britânico de 22 anos de origem libanesa. O último ocorreu em 3 de junho, na London Bridge e no Borough Market.

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