Janot diz que aceitará 'com naturalidade' caso Câmara barre denúncia

Patrice Gainsbourg
Julho 17, 2017

Além de trabalhar em uma agenda positiva, para os próximos dias, e de se reunir com empresários, na tentativa de tranquilizá-los sobre o andamento das reformas tributária e previdenciária, o presidente Michel Temer também se reuniu com aliados, nesse fim de semana, com o objetivo de traçar uma estratégia para enfraquecer o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. "A primeira reação nossa foi dizer 'isso é mentira, não acredito que isso esteja acontecendo, é inacreditável que a prática continue de maneira aberta'", destacou Janot.

"A escolha de Sofia que eu tive de fazer foi: eu, que tenho o monopólio da investigação e sou o titular exclusivo da ação penal, aceito prosseguir no acordo ou vou ter de fechar os olhos para crimes que estavam sendo praticados". "Aí nos foram apresentadas partes de uma gravação em que se comprovava envolvimento desses altos dignitários da República".

Janot defendeu a imunidade concedida a Joesley Batista, alegando que ela era necessária para que o acordo com executivos da JBS fosse firmado.

A gravação apresentada por Joesley Batista sugeria que o presidente Michel Temer estava agindo para atrapalhar as investigações da Operação Lava jato.

IDF Soldier Elor Azaria Ends Mandatory Service, Released to House Arrest
The divisive case has revealed deep rifts in Israeli society, with some seeing Azaria as a hero and others as a criminal. Azaria got there shortly after the attack and shot him again, while he was already incapacitated, but was still moving.

Além disso, os colaboradores concordaram em participar de ações controladas, ainda sem a garantia do acordo, para conseguir mais provas. "Ninguém se sente feliz concedendo imunidade a criminosos, mas foi possível sopesando o interesse público da sociedade brasileira".

Na apresentação, durante a série de palestras Rule of Law, do Instituto Brasil, em Washington, Rodrigo Janot falou da importância dos acordos de colaboração premiada firmados pelo MPF.

"Como eu vou aceitar a decisão da Câmara? Não vou insistir nisso".

No 1º passo da denúncia no Legislativo, a apreciação pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, o governo venceu. O plenário da Casa deverá votar o pedido no dia 2 de agosto, na volta do recesso parlamentar. O STF (Supremo Tribunal Federal) só pode julgar o presidente da República com aval dos deputados.

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