Oposição convoca greve de 48 horas na Venezuela

Rebecca Barbier
Julho 24, 2017

"A Assembleia Nacional cumpriu [.]. Retifiquem a tempo e chegaremos a um acordo de paz e convivência para que este país siga em frente".

O Governo venezuelano já iniciou a campanha para o escrutínio de 30 de julho, quando serão eleitos os 545 membros da Assembleia Constituinte promovida pelo Presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Desde abril, a Venezuela enfrenta uma onda de saques e protestos que já deixou 100 mortos.

A oposição não inscreveu candidatos no processo constituinte porque a iniciativa de Maduro não contou com uma consulta popular prévia, como determina a legislação venezuelana.

A MUD sustenta que impedir a Constituinte é uma ordem, após um plebiscito simbólico realizado no domingo passado em que, assegura, 7,6 milhões de venezuelanos participaram.

Manchester City sign Benjamin Mendy from Monaco in reported £52m deal
Manchester City have signed Monaco full-back Benjamin Mendy from Monaco, both clubs have announced. Mendy began his career with Le Havre, who now play in France's second tier.

Os críticos de Maduro dizem que uma mudança na Constituição tem o objetivo de consolidar o poder de Maduro sobre as poucas instituições que estão além do controle do partido no poder.

Um conjunto de organizações e pessoas que se identificam com o Chavismo Crítico, manifestaram este sábado em conferência de imprensa a sua disponibilidade para trabalhar de forma articulada pelo "restabelecimento da vigência da Constituição da República Bolivariana da Venezuela" (CRBV), da "recuperação do funcionamento democrático e constitucional do país" e, das condições de vida do povo e do "resgate do melhor da nossa revolução".

Condenam ainda a "submissão do governo de Maduro às multinacionais e aos fundos abutre", criticando os "acordos económicos lesivos para a Venezuela e a sua soberania", nomeadamente o acordo com a "Faja Petrolífera" no Arco Minero del Orinoco, "bem como os fundos abutre".

Entretanto, a Sala Constitucional do tribunal advertiu na sexta-feira que a juramentação destes juízes configura os crimes de "usurpação de funções" e "traição à pátria", ambos punidos com prisão. "Nós não temos nenhuma hesitação em descrever este ato como terrorismo de Estado, que busca gerar medo nos outros juízes", disse Guevara, que defendeu a constitucionalidade da nomeação dos novos juízes.

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