Novo Banco reduz perdas em 20% para 290,3 milhões

Judith Bessette
Julho 29, 2017

O Novo Banco registou um resultado negativo no valor de 290 milhões de euros durante o primeiro semestre de 2017, que representa uma melhoria em comparação com o período de janeiro a junho do ano passado, quando o prejuízo atingiu 362 milhões de euros.

No entanto, o resultado operacional (antes de imparidades e impostos) foi positivo em 171,5 milhões de euros (+20,5% que no 1º semestre de 2016), demonstrativo da capacidade de geração de resultados por parte do Grupo Novo Banco.

Já os "custos operativos elevaram-se a 265,2 milhões de euros evidenciando uma quebra de 12,8% face ao período homólogo do ano anterior, reflexo das melhorias concretizadas ao nível da simplificação dos processos e da optimização das estruturas com a consequente redução de balcões e colaboradores".

Bank of America Corporation Reaffirms "Buy" Rating for Celgene Corporation (CELG)
Shares of Celgene Corporation (NASDAQ:CELG) at the time when day-trade ended the stock finally eased up 0.43% to close at $137.03. Floating stock is calculated by subtracting closely-held shares and restricted stock from a firm's total outstanding shares.

Nas imparidades para crédito de alto risco mantém-se um nível "elevado", na ordem de 258 milhões de euros, considerado semelhante àquele que foi reconhecido nas contas de encerramento do primeiro semestre do ano passado. Segundo o CEO António Ramalho, "estes resultados evidenciam o enorme esforço de reestruturação do banco, quer no aumento dos resultados operacionais, quer na redução continuada de custos". Este desempenho anulou o aumento de 10,5% verificado nas comissões líquidas, que totalizaram 156,3 milhões. O Novo Banco está em processo de venda ao fundo de investimento norte-americano Lone Star. No decorrer deste semestre foi constituída uma provisão para reestruturação (39,1 milhões) e para atividades em descontinuação (40 milhões).

O crédito a clientes recuou 6,9% para 32,23 mil milhões de euros.

"A DBRS antecipa que na sua conclusão, a operação de gestão de passivos [do Novo Banco] será vista como uma oferta forçada", afirma a agência num comunicado divulgado esta sexta-feira, isto porque os detentores de obrigações estão a ser "forçados a aceitar" os termos da oferta.

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