Ex-governador acusa Blairo Maggi de comprar mudança de depoimento

Judith Bessette
Agosto 13, 2017

Na ocasião, a defesa do ex-governador informou que não iria comentar o acordo. Em seguida, teria cobrado R$ 12 milhões para mudar o conteúdo das declarações.

Silval teve o acordo de colaboração premiada fechado na última quarta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. "Mas eu estava abalado emocionalmente", afirma. O político, que estava preso desde 2015, passou a cumprir prisão domiciliar.

Em outro trecho da nota, o progressista afirma que não houve pagamentos feitos ou autorizados por ele, ao então secretário Eder Moraes, para acobertar qualquer ato e chama o peemedebista de mentiroso. Ele teria relatado que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) participou da montagem de um esquema para liberar dinheiro de precatórios (dívidas decorrentes de sentenças judiciais) estaduais em troca do apoio de parlamentares do Estado. De acordo com ele, a mudança no depoimento serviria para inocentar Maggi das acusações. "Jamais houve qualquer tratativa". Na delação, ele faz revelações que têm relação tanto com a Operação Sodoma quanto com a Operação Ararath, na qual também é investigado.

Os conteúdos trazidos pelo ex-governador poderão motivar novas operações da Polícia Federal no âmbito de investigações existentes ou originadas a partir da delação. "O ex-governador Silval Barbosa está faltando com a verdade", disse Eder à Folha.

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Também teria sido realizado o pagamento de um "mensalinho" para deputados estaduais que atuaram na sua gestão para lhe garantir apoio. Também fui tirado da Secopa sem nenhuma justificativa. É um caminho que ele está tentando achar para ferir a honra de Maggi. Silval foi vice-governador no segundo mandato de Blairo Maggi - de 2007 a 2010.

Eder, de fato, mudou de versão. Foi citado que inicialmente Éder denunciou Silval e Maggi sabiam de um esquema de compra de vagas no TCE e que o ex-secretário tinha o interesse em assumir uma das cadeiras. Seu chefe de gabinete na época, Silvio Cesar Correa Araújo, levou uma parcela em dinheiro à casa de Eder e o restante foi pago mediante a quitação de uma dívida de Eder, de R$ 800 mil.

O ex-governador também relatou fatos envolvendo pelo menos três deputados federais com mandatos em curso, cujos nomes a reportagem não identificou, além de repasses a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. "Então todo esse contexto fez com que eu ali colocasse algumas palavras que eu depois me retratei sobre todas elas", disse na entrevista.

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