Supremo Tribunal anula resultado das eleições no Quénia devido a irregularidades

Patrice Gainsbourg
Setembro 1, 2017

Ilibou no entanto o Presidente Uhuru Kenyatta de qualquer responsabilidade.

A Corte Suprema do Quênia anulou nesta sexta-feira o resultado da última eleição presidencial, realizada em agosto, e convocou uma nova votação que deve acontecer dentro dos próximos 60 dias.

"Quanto à questão de saber se as ilegalidades e irregularidades afetaram a integridade da eleição, o Tribunal opina que sim", afirmou o presidente do Tribunal Supremo, David Maraga.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, o candidato da oposição, Raila Odinga, alegou que os votos eletrónicos tinham sido pirateados e manipulados a favor do Presidente Uhuru Kenyatta, que ganhou um segundo mandato com mais de metade dos votos. No entanto a oposição protestou as eleições, enviando o processo para o tribunal.

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Kenyatta foi declarado vencedor no passado dia 11 de agosto, com 54,27% dos votos, contra 44,74% para Odinga, que aos 72 anos se candidatava pela quarta vez, depois de ter sido derrotado em 1997, 2007 e 2013.

Eles destacaram que o processo de recebimento e de verificação dos resultados tinham erros e incoerências "deliberados e calculados" para aumentar o número de votos de Kenyatta em detrimento de Odinga.

Pelo menos 21 pessoas, entre as quais um bebé e uma menina de nove anos, foram mortos a 11 e 12 de agosto, quase todos pela polícia, segundo um balanço da agência noticiosa francesa France Presse (AFP). A organização não-governamental Human Rights Watch denunciou "graves violações dos Direitos Humanos, incluindo assassínios e espancamentos pela polícia em manifestações e operações de busca em casas do oeste do Quénia". Supervisionado por especialistas independentes em tecnologia, Odinga afirmou ter descoberto que os computadores foram manipulados para garantir a vitória de Kenyatta. O pai dele, Jomo Kenyatta, foi o primeiro presidente do país, de 1964 a 1978, e desempenhou um importante papel na transição de uma colônia do Império Britânico para uma república independente.

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