Balança comercial tem superávit de US$ 5599 bilhões em agosto

Eloi Lecerf
Setembro 2, 2017

O saldo da balança comercial de janeiro a agosto já é maior que o superavit registrado em todo o ano de 2016, anunciou o governo federal hoje.

Exportações brasileiras somaram US$ 19,475 bilhões no mês passado e as importações, US$ 13,876 bilhões, o que resultou num saldo de US$ 5,599 bilhões, valor histórico para o período.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações brasileiras renderam US$ 145,946 bilhões, um avanço de 18,1% sobre o mesmo período do ano passado pela média diária.

O resultado já é superior a todo saldo acumulado nos 12 meses do ano passado, quando a balança fechou em superavit de US$ 47,692 bi. O resultado é o melhor para meses de agosto da série histórica, que tem início em 1989.

O Banco Central, porém, prevê superávit da balança comercial de US$ 54 bilhões para este ano, com exportações em US$ 203 bilhões e importações no valor de US$ 149 bilhões.

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As exportações tiveram alta generalizada em agosto e foram puxadas pelo aumento de 24,2% de produtos básicos na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já as importações cresceram menos e totalizaram US$ 13,8 bilhões, 8% a mais que em 2016.

A África foi destaque entre as regiões de destino com um crescimento de 42% em agosto, impulsionado por milho, açúcar, minério de ferro, carnes bovina e de frango, semimanufaturados de ferro e aço, cobre em barras, alumínio em barras e arroz.

Nos manufaturados, aumentaram as vendas de óleos combustíveis (189,1%), suco de laranja não congelado (116,2%), laminados planos (69,6%), máquinas para terraplanagem (59,3%).

Já em relação aos semimanufaturados, os maiores aumentos ocorreram nas vendas de semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundindo, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, madeira serrada, celulose e ferro-ligas.

Entre as importações, houve crescimento expressivo na compra de combustíveis e lubrificantes (avanço de 56,6%, a 1,517 bilhão de dólares), bens de capital (alta 6,6%, a 1,471 bilhão de dólares) e bens intermediários (crescimento de 4,8%, a 8,779 bilhões de dólares).

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