Fachin dá mais 60 dias para Joesley apresentar novas provas de delação

Eloi Lecerf
Setembro 2, 2017

As informações são de O Globo.

Quatro meses depois de ter deflagrado a maior crise política do governo Michel temer, o empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, diz em entrevista à revista Veja que ainda tem dificuldades para sair na rua e encarar o olhar das pessoas.

No documento, o presidente questiona ainda a suposta mudança de postura do procurador-geral da República em relação a Lúcio Funaro.

Ainda de acordo com o documento divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência, Temer "se resguarda o direito de não tratar de ficções e invenções" e nega que tenha atuado para obstruir investigações.

Na avaliação do Planalto, os delatores prestaram falso testemunho na Operação Bullish e puderam, "camaradamente", "corrigir" suas mentiras ao procurador-geral. O presidente criticou ainda o fato de o empresário Joesley Batista estar "refazendo" a delação premiada. O primeiro, doleiro atuante em esquemas de corrupção para a cúpula do PMDB na Câmara, vem desde o início de agosto afirmando que tem muito o que entregar contra o atual mandatário.

EUA fazem demonstração de força contra a Coreia do Norte
Realizadas em território sul-coreano, as manobras contaram com milhares de soldados e se encerraram no mesmo dia. EUA e Coreia do Sul, por sua vez, descrevem os exercícios como de "natureza defensiva".

Em depoimentos da delação premiada, Joesley e outro executivo da JBS, Ricardo Saud, disseram que os pagamentos eram para comprar o silêncio de Funaro e Cunha, uma forma de proteger o presidente e alguns auxiliares. Somente a partir da homologação é que a PGR poderá integrar as informações levantadas por Funaro contra Temer na peça de denúncia. Investigadores, porém, duvidaram da versão.

O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal de Brasília autorizou, nesta quarta-feira (12) a saída do ex-ministro de Temer Geddel Vieira Lima do presídio da Papupa para o cumprimento de prisão domiciliar.

O empresário afirmou ainda que se deu conta de que levava uma vida de crimes.

Em documento endereço ao ministro Edson Fachin, Janot concordou com o pedido.

Os delatores pediram que o Supremo Tribunal Federal (STF) conceda mais 60 dias para a apresentarem esses anexos complementares. Os relatos de Funaro ainda não foram homologados, pois Edson Fachin, ministro do STF, pediu à PGR ajustes em uma das cláusulas da colaboração.

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