Índice de difusão da indústria aumenta para 54% em julho, diz IBGE

Eloi Lecerf
Setembro 5, 2017

Linha de produção da fábrica da MAN em Resende, que produz caminhões e ônibus da Volkswagen.

O período acumulado de 12 meses, no entanto, continua a registrar uma contração de 1,1%, embora em constante refluxo desde a queda de 9,7% em junho de 2016.

O índice de difusão da indústria, que mede o porcentual de produtos com avanço na produção, aumentou de 46,1% em junho para 54% em julho, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados nesta terça-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre junho e julho, houve crescimento em todos os principais setores: bens de capital (+1,9%), bens intermediários (+ 0,9%) e bens de consumo (+ 0,6%), tanto duráveis (+2,7%) como semi-duráveis (+2%).

Com relação a julho de 2015, o crescimento da produção industrial foi de 2,5% e nos primeiros sete meses do ano atingiu 0,8%, de acordo com o IBGE. Em junho, o setor avançou 0,2%, mas fechou o primeiro semestre com alta de 0,5%. É a maior taxa para uma comparação mensal desde junho de 2013.

Bunker da corrupção: PF encontra depósito gigante de dinheiro vivo
O dinheiro, em malas e caixas de papelão, foi levado em carros a um banco, onde será depositado em uma conta judicial. Geddel foi preso em julho acusado de participar de esquema ilegal de liberação de recursos na Caixa.

Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um aumento de 0,7% a 2,83%, com mediana positiva de 1,8%. Já Bens semiduráveis e não duráveis cresceram 2 por cento em julho. Mas entre rankings de maiores e menores cidades, um índice importante passou praticamente ignorado: em menos de uma década, o Brasil aumentou em 8,5 milhões o número de idosos.

Em seguida, aparecem as atividades de produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (1,9%) e equipamentos de informática e produtos eletrônicos (5,9%). Esta é a quarta alta consecutiva do indicador nesse tipo de comparação.

- A parte dos bovinos, favorecida pelas exportações ou pelos preços, também ajudam a explicar esse crescimento de produtos alimentícios - explicou André Macedo, gerente da coordenação de Indústria do IBGE. No ano, a produção de bens de consumo subiu 1,4%.

Entre as grandes categorias, bens de consumo duráveis foi o setor que mostrou expansão mais acentuada, avançando 2,7% em relação a junho.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL