Coreia do Norte: Dizer que Pyongyang "implora por guerra" é ridículo

Rebecca Barbier
Setembro 6, 2017

"Não devemos nos deixar pelas emoções e encurralar a Coreia do Norte", disse o presidente russo, citado pela imprensa local, ao término de uma reunião com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, durante o Fórum Econômico do Oriente, que acontece em Vladivostok, no extremo oriente da Rússia. "Não queremos isso (guerra) agora. Mas a paciência do nosso país não é ilimitada". O abalo captado por Seul foi dez vezes mais forte do que o gerado por testes de Pyongyang até então. Segundo o chefe de Assuntos Políticos o teste de domingo consistitu de uma bomba de hidrogênio para um míssil balístico internacional.

O exército sul-coreano acredita que a Coreia do Norte está preparando o lançamento de um novo míssil balístico. A guerra não é algo que os Estados Unidos desejam.

Os segundos querem preservar o sistema de alianças dos Estados Unidos, nomeadamente as alianças com o Japão e a Coreia do Sul, e procuram reforçar a credibilidade da dissuasão norte-americana, que não pode excluir o recurso à força na resolução da crise norte-coreana.

Outros diplomatas, designadamente franceses, britânicos e italianos, reiteraram exigências que o regime norte-coreano suspensa os seus programas balísticos e de armas nucleares e reclamaram mais sanções.

Moon, por sua parte, se mostrou satisfeito com a compreensão "e apoio" manifestado pelo presidente russo aos esforços do governo sul-coreano para garantir uma paz sólida na península coreana.

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E concluiu: "Agora é o momento de dizer ao regime [da Coreia do Norte] que as provocações, as ameaças e as ações desestabilizadoras não serão mais toleradas". Em 2012, os EUA aceitaram estender o alcance máximo para 800 km -o que permitiria atingir qualquer ponto do território norte-coreano a partir de qualquer ponto do país do sul-, mas tinham mantido o limite de peso para a bomba.

Falando na reunião das potências emergentes (BRICS), em Xiamen, na China, Putin condenou uma vez mais o teste norte-coreano de uma bomba de hidrogénio, mas frisou que a Coreia do Norte "comerá erva, se for preciso, mas não parará o seu programa nuclear até se sentir segura".

Momentos antes, Haley havia considerado a proposta "um insulto". A primeira foi depois de seu quarto teste nuclear, em janeiro de 2016, quando o regime declarou ter usado uma ogiva desse tipo no exercício. Em 5 de agosto deste ano, o órgão aprovou punições vetando as exportações norte-coreanas de carvão, ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e pescados.

O embargo de petróleo é uma das novas medidas propostas pelos membros do conselho, que já impôs ao país sanções destinadas a limitar a entrada de fundos potencialmente destinados ao desenvolvimento de armamento.

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