Supremo sofre agressão inédita, diz ministra Cármen Lúcia

Oceane Deschanel
Setembro 6, 2017

Joesley Batista e Ricardo Saud dão a entender na conversa que, mesmo no período em que auxiliava Janot na Lava Jato, Miller já trabalhava para a JBS. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu tornar públicas essas gravações em que são citados, inclusive, ministros do Supremo. Isso porque a gravação revela fatos que não haviam sido mencionados antes.

Enviei ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República ofícios exigindo a investigação imediata, com definição de datas de início e conclusão dos trabalhos, a serem apresentados com absoluta clareza a este Supremo Tribunal e à sociedade brasileira.

De acordo com a colunista, na conversa entre Joesley Batista e o advogado da empresa Ricardo Saud, eles fazem piada sobre suposta proximidade entre a ex-presidente Dilma Rousseff e Cármen Lúcia (STF).

"No que diz respeito à possibilidade de divulgar seu conteúdo, uma vez que o conteúdo dos diálogos mostra que há uma discussão sobre a vida privada e íntima dos outros, notei que o sistema de publicidade de atos processuais é a regra geral escolhida pela Constituição da República", disse o ministro.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não foi preciso nem justo ao jogar suspeitas sobre ministros do Supremo nesta segunda-feira, 4, a 13 dias de deixar o cargo.

Mercado revê para cima previsão de expansão do PIB
A expectativas das instituições financeiras é que a Selic seja reduzida nesta reunião em 1 ponto percentual para 8,25% ao ano. A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 foi mantida em 7,25% ao ano, de acordo com o Focus.

Segundo Janot, um dos suspeitos é o ex-procurador Marcelo Miller.

"Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes", afirmou a presidente do Supremo, que pediu ainda "prioridade e presteza" para uma apuração "clara, profunda e definitiva das alegações, em respeito ao direito dos cidadãos brasileiros a um Judiciário honrado".

O conteúdo da conversa foi considerado "muito séria" por Rodrigo Janot, que perguntou, por enquanto, apenas que Fachin analise a questão do sigilo.

É de se esperar que nomes de ministros do STF apareçam em delações, mas sem gravidade, afirma especialista. Em nenhum deles, há menção ou atribuição a algum tipo de crime.

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