Inflação acumula alta de 2,46% em 12 meses, menor taxa desde 1999

Judith Bessette
Setembro 7, 2017

No acumulado de janeiro a julho, o crescimento é de 1,5%.

Os combustíveis ficaram 6,67% mais caros em agosto, o maior impacto positivo sobre a inflação do mês, o equivalente a uma contribuição de 0,32 ponto porcentual para a inflação.

O litro do etanol também encareceu 5,71% no mês, assim como a gasolina, que subiu 7,19% por conta do aumento na alíquota do PIS/COFINS, vigentes desde julho e da política de reajustes de preços dos combustíveis.

O resultado ocorre após a alta de 0,2% do indicador em junho, frente ao mês anterior - dado foi revisado de estabilidade.

Em julho, a indústria brasileira teve uma alta de 0,8% na produção, em relação a junho.

As passagens aéreas, do grupo Transportes, que avançou a 1,53%, apresentaram queda de 15,16% em agosto. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 0,47% em agosto para um recuo de 1,07% no último mês.

Mercado prevê que Copom defina Selic em 8,25%
Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a cair por causa da recessão econômica e da queda do dólar.

Entre os setores cujos preços se elevaram destacam-se os transportes (1,53%) e a habitação (0,57%). Em agosto de 2016, o índice havia registrado variação de 0,44%. O resultado foi atribuído pelo IBGE à safra recorde no período.

Os alimentos para consumo em casa ficaram 1,84% mais baratos.

No caso da alimentação, que corresponde a 25% dos gastos das famílias, a queda foi causada pelos menores preços do feijão-carioca (-14,86%), tomate (-13,85%), açúcar cristal (-5,90%), leite longa vida (-4,26%), frutas (-2,57%) e carnes (-1,75%). Todas as regiões pesquisadas tiveram queda em agosto: de -2,75% em Goiânia até -1,16% em Fortaleza (CE). Amazonas, com decréscimo de 0,9%, também mostrou resultado negativo em julho de 2017. Considerando-se os últimos 12 meses, o índice recuou para 1,73%. O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, deu uma contribuição de -0,27 ponto porcentual para o IPCA de 0,19% de agosto. Em junho, o setor avançou 0,2%, mas fechou o primeiro semestre com alta de 0,5%.

"O Brasil foi um dos países que derrubou mais rapidamente suas taxas de fecundidade, que já foi de 4 filhos por mulheres nos anos 80 e hoje está em 1.7, índice comparável aos de países desenvolvidos, como Canadá e Estados Unidos".

Segundo informações do órgão oficial de estatística do país sul-americano, em agosto a inflação no subiu 0,19%, enquanto nos 12 últimos meses a alta dos preços desacelerou para 2,46%, resultado inferior aos 2,71% registados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já os preços dos Bens Intermediários passaram a subir 0,17%, contra queda de 0,80% em julho.

A energia elétrica ficou 1,97% mais cara em agosto, o que levou o item a um impacto de 0,07 ponto porcentual sobre a inflação. Na energia elétrica, houve altas na maioria das regiões avaliadas devido a entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha, referente a cobrança adicional de R$ 0,03 por Kwh consumido.

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