Revista divulga áudio de Joesley que pode anular delação

Judith Bessette
Setembro 7, 2017

Ontem, Joesley disse que mentiu no áudio e a PGR afirmou que Janot jamais se encontrou com o empresário e delator Ontem, o ministro do STF Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo, decidiu tornar pública a gravação do diálogo sob a justificativa de que o interesse público deve prevalecer.

A base do governo Michel Temer articula um novo pedido de impeachment do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, além de sua convocação na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que foi instalada nesta terça-feira (5) no Congresso para apurar os procedimentos do acordo de delação da JBS.

Após chegar a Brasília por volta das 5h50 de viagem à China, o presidente Michel Temer conversou nesta quarta-feira (6) com ministros no Palácio do Planalto para avaliar o cenário político após a reviravolta na delação da JBS, com a entrega de novos áudios, e discutir os efeitos de uma eventual segunda denúncia contra ele que poderá ser apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).

"O ministro, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que "todos sabiam" da atuação do ex-procurador Marcelo Miller no caso da JBS". "Mas acho que ele conseguiu coroar dignamente o encerramento de sua gestão com esse episódio Joesley", afirmou, de forma irônica.

Nos relatos, eles sugerem que o ex-procurador da República intermediou a aproximação do dirigentes do grupo empresarial com o chefe do Ministério Público. Miller estava na procuradoria durante o período das negociações para a delação e deixou o cargo para atuar em um escritório de advocacia em favor da JBS. Ele negociava um acordo de delação com a empresa de Joesley Batista. O acordo de leniência é uma espécie de delação da empresa, na esfera cível. Ele diz a Ricardo Saud que entende o que o Ministério Público está fazendo e que tem certeza de que não corre risco de ser preso. Joesley diz: "Vamo lá". "É um amigo em comum". Agora tem outra agenda.

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No entanto, o jogador deverá mesmo ficar sem jogar até janeiro, uma vez que a FIFA não validou a inscrição do internacional português.

O empresário insinua que tinha meios para influenciar o ex-procurador da República. Ele acusou Janot de se envolver "diretamente" no acordo de delação premiada de executivos da J&F a partir de seu então "braço direito, Marcelo Miller".

A delação do Grupo JBS, obra-prima da gestão de Rodrigo Janot, é destroçada após áudio que ele próprio divulgou. "Tã tã tã", observa Joesley. "Nós temos que ser a tampa do caixão", declarou.

Nesse trecho do diálogo, Saud insisti em saber se Janot sabia por meio de "Marcelo".

Consta do vasto material entregue à PGR diversos áudios, um dos quais possui cerca de quatro horas de duração, aparentemente gravado em 17 de março deste ano, e traz uma conversa entre os colaboradores Joesley Batista e Ricardo Saud.

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