Rodrigo Maia espera reação 'rápida e dura' por parte de Janot

Patrice Gainsbourg
Setembro 7, 2017

"De fato é surpreendente, sem dúvida nenhuma, acho que, de alguma forma, gera algumas dúvidas em relação à delação da JBS e à relação que o ex-procurador Marcelo [Miller] construiu com alguns escritórios de advocacia e com algumas empresas", completou Maia. Maia disse ter liberdade para exercer a Presidência da República na ausência de Temer, mas que prefere limitar-se "à burocracia do governo".

- A PGR (Procuradoria Geral da República) não tinha informações, também não podemos culpar a PGR por informações que ela não tinha naquele momento. Ele não descartou a possibilidade de Janot apresentar uma nova denúncia contra Temer, apesar de toda essa reviravolta.

- Ontem estávamos discutindo como ia ser a denúncia.

O presidente em exercício também se esquivou de avaliar o impacto do pronunciamento de Janot sobre a governabilidade de Michel Temer. "O Brasil é um país que em 12 horas tudo pode mudar".

"Parece que haverá segunda denúncia". De acordo com o regimento interno da Câmara, não há um prazo para que o processo seja despachado pelo presidente da Casa.

Nesta segunda-feira, 4, Maia afirmou que não participou do convite feito a Doria para trocar o PSDB pelo DEM com objetivo de se candidatar a presidente no ano que vem.

Primeira imagem de Rami Malek como Freddy Mercury — Queen
Na fotografia, podemos ver o actor a recrear a performance de Mercury no concerto Live Aid em 1985. Para já ainda não há quaisquer previsões para quando será a estreia do filme.

Maia disse ainda que, apesar de se tratar de algo que ainda não existe, uma eventual segunda denúncia contra Temer seria analisada na Câmara com maior celeridade que a primeira, que acabou barrada pelo Plenário. Vamos esperar os próximos dias.

Ao final da entrevista, o presidente da República em exercício afirmou que acredita que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) supostamente citados nos áudios "foram citados de maneira irresponsável". Estamos vivendo em um Brasil democrático onde a lei deve valer para todos os brasileiros, seja ele pobre, rico, detentor de poder, não detentor de poder.

Por sua vez, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), defendeu que as investigações a respeito de eventuais desvios na delação premiada da JBS sejam aprofundadas e que, se for necessário, sejam cortadas "as carnes de quem efetivamente realizou atos adversos à moral, à ordem e à boa prática pública".

O presidente do Senado disse que, quando aconteceram as primeiras delações e os primeiros vazamentos de áudio, ele se posicionou publicamente contra os vazamentos, defendendo que as investigações precisavam ser feitas, concluídas e depois divulgadas. "Tenho certeza de que ele será contundente contra os donos da JBS e contra o ex-procurador", disse.

Questionado sobre se essas investigações enfraqueceriam uma possível nova denúncia do procurador-geral da República, contra o presidente Michel Temer, no Congresso, Eunício não quis comentar.

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