Pierre Berge, parceiro de Yves Sain Laurent, morre aos 86 anos

Rebecca Barbier
Setembro 9, 2017

Gênio empresarial por trás do estilista Yves Saint Laurent, foi com sua força, estímulo e estratégia que o grande mestre deixou o posto de diretor criativo da Christian Dior e abriu em 1961 sua própria marca, que revolucionou os padrões do vestuário feminino.

O francês sofria de miopatia, uma doença muscular em que as células param de funcionar, ocasionando fraqueza.

Um esteta visionário, exerceu seu gosto na moda, nas artes, bem como na imprensa e na política, tendo sido partidário fervoroso do ex-presidente socialista François Mitterand.

"É parte da nossa memória literária e artística que desaparece com Pierre Bergé. Ele foi para muitos de nós um passageiro inigualável", declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, em um comunicado.

Hábil negociador, que possuía em 2016 uma fortuna estimada em 180 milhões de euros, sabia defender seus negócios e suas convicções.

Benfica e Braga no mesmo grupo de qualificação da Taça da Liga
Os três grandes ficam em grupos diferentes e o Vitória de Guimarães fica na série do Moreirense , o atual detentor do troféu. Caso o Real Massamá seja condenado, o seu lugar será ocupado pelo Portimonense e o da equipa algarvia pelo Belenenses.

"Não é porque somos de esquerda que não sabemos gerenciar!", dizia, acrescentando: "mas eu não gosto de trabalhar com pessoas que só querem engordar suas contas no banco".

Bergé leiloou, um ano após a morte de Saint Laurent, toda a coleção de arte que juntou ao longo da vida ao lado do marido. Sua história de amor foi levada ao cinema duas vezes em 2014. Bergé administrou os negócios da Saint Laurent até 2002. Depois de fundar as publicações Courrier International e Globe, ele se tornou, em 2010, acionista majoritário do principal jornal francês, o "Le Monde".

Em entrevista ao jornal Público, de 2013, Pierre Bergé admitiu que, até conhecer aquele que foi o amor da sua vida, o mundo da moda "era um métier [profissão] fútil e burguês".

Pierre Bergé também militava contra o racismo e a aids e presidia a fundação Sidaction. Era também um activista a favor do casamento homossexual e da eutanásia. "[Quando abrimos a maison], vivíamos juntos há três anos, já sabia alguma coisa deste métier, assistia às coleções e tinha visto algumas das ideias que tinha", contou Pierre.

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