ONU fala em 'crimes contra a humanidade' na Venezuela

Patrice Gainsbourg
Setembro 11, 2017

O alto comissário disse haver um "perigo real" de que as tensões no país se intensifiquem ainda mais, uma vez que "o governo esmagou instituições democráticas e vozes críticas, inclusive mediante processos penais contra líderes opositores, utilizou o recurso de detenções arbitrárias, o uso excessivo da força e maus-tratos de prisioneiros, o que em alguns casos equivale à tortura".

O alto comissário da ONU para os direitos humanos criticou Mianmar nesta segunda-feira por realizar uma "operação militar cruel" contra muçulmanos rohingyas no Estado de Rakhine, classificando-a como "um exemplo didático de limpeza étnica".

O representante também lembrou que a Venezuela detém atualmente um dos 47 lugares rotativos no Conselho de Direitos Humanos e, portanto, tem um dever particular de "defender os mais altos padrões de promoção e proteção dos direitos humanos".

Esta segunda-feira, Zeid declarou que apoiava o conceito de uma comissão de verdade, mas sublinhou que "o mecanismo atual é inadequado".

Com gols de Roger, Botafogo quebra jejum contra o Flamengo
A última vitória do Alvinegro sobre o rival foi no dia 1º março de 2015 , no Estadual daquele ano: 1 a 0, com gol de Tomas Bastos. Para o analista, o Glorioso exibiu a entrega que faltou nas semifinais da Copa do Brasil , quando foi eliminado pelo Fla.

"Sugiro também para que se considere a necessidade de excluir deste órgão (Conselho de Direitos Humanos da ONU) os estados implicados nas violações mais atrozes dos direitos humanos", sublinhou o diplomata jordano. O jordaniano fez as observações perante o Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

No mês passado, o escritório de direitos humanos da ONU disse que as forças de segurança venezuelanas cometeram violações de direitos humanos abrangentes e aparentemente deliberadas na contenção dos protestos antigoverno e que a democracia estava ameaçada na nação.

Maduro foi escolhido para discursar no primeiro dia do evento, mas mandou o ministro venezuelano de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, para substituí-lo. Ele exigiu que o Alto Comissariado encerre o que chamou de agressões à Venezuela. Ele disse que Washington tenta sabotar o crescimento venezuelano por meio de um bloqueio econômico e da manipulação do preço do petróleo. Hussein também estimulou o governo de Nicolás Maduro a buscar justiça para as vítimas e apelou, a todas as partes, para estabelecer um diálogo de maneira a lidar com a crise.

No entanto, desde a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, a 30 de Julho último, a paz regressou ao país, frisou Arreaga, pese embora a "agressão multiforme a que a economia da pátria de Bolívar tem sido submetida nos últimos anos, para destruir a paz".

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