Pedido de suspeição contra Janot será julgado pelo STF na próxima quarta

Oceane Deschanel
Setembro 11, 2017

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu liberar para julgamento em plenário dois pedidos feitos pela defesa do presidente Michel Temer.

"Faz-se necessário a sustação de qualquer nova medida do chefe do Ministério Público Federal em desfavor de Michel Temer, seja porque parte dos fatos ora noticiados denota a completa invalidade da prova produzida no bojo das delações, seja porque foi ratificada a arguição de suspeição do procurador-geral da República para atuar à frente dos casos que envolvam o chefe da Nação", destacam os criminalistas Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Jorge Urbani Salomão, que representam Temer.

O ministro Edson Fachin, relator do caso na Corte, submeteu ao plenário uma questão de ordem apresentada pela defesa de Temer que pede a paralisação do processo - o que inclui a apresentação de uma nova denúncia contra o presidente - até que o Supremo decida sobre a situação de Janot.

Em gravações entregues por eles aos investigadores, os irmãos mostram proximidade com Marcello Miller, que atuou até o ano passado como auxiliar de Janot.

Ainda na decisão, o relator pede à presidência da Corte que o tema seja pautado.

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Eu detestaria não dar a série o fim que ela merece. As informações são do The Hollywood Reporter . A decisão, claro, não foi fácil.

Os advogados de Temer acusam o procurador-geral da República de ter ciência da negociação informal do acordo de delação dos executivos com Marcelo Miller antes do início das tratativas oficiais e também da autorização concedida por Fachin para que o presidente fosse formalmente investigado.

"Enquanto houver bambu, lá vai flecha" foi a frase dita por Janot ao ser questionado sobre o final de seu mandato na como chefe da PGR, no próximo sábado (16), o que motivou a defesa de Temer a insistir em sua suspeição, baseando-se na tese de perseguição ao presidente da República.

A suspeita de omissão foi divulgada na última segunda-feira (4/9) por Janot, que abriu processo que pode levar à anulação dos benefícios da delação premiada para Joesley Batista e outros executivos da JBS.

Nesta sexta-feira, Janot apresentou denúncia ao Supremo contra quatro senadores e um ex-senador do PMDB por crime de organização criminosa.

A Agência Brasil entrou em contato com o escritório do advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Na petição, de sete páginas, ela reforça pedido para que a tramitação da denúncia também fique suspensa até a conclusão do julgamento pelo plenário do pedido de suspeição feito por eles contra o procurador-geral. Hoje advogado, Miller trabalhou por três anos no gabinete do procurador-geral e conduziu acordo de leniência da J&F, controladora da JBS.

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