Defesa de procurador também pede para ser ouvido por Fachin

Oceane Deschanel
Setembro 12, 2017

Os executivos da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud chegaram por volta das 10h, desta quinta feira, no aeroporto do Distrito Federal em um jatinho particular para depor na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília. A solicitação está sob sigilo - nem a PGR nem o STF confirmam que ela foi feita. Nesta sexta, depôs Marcelo Miller, no Rio de Janeiro. Os investigadores queriam saber se ele orientou Joesley e outros executivos da J&F a fechar os acordos de delação premiada. Em branco, é que o dia não vai passar, uma vez que, pelo menos, como a gente já explicitou no início do artigo, tem o depoimento do ex-procurador Marcelo Miller. Na mesma época em que fez os contatos com Miller, Joesley buscava um nome para assumir a área de compliance e combate à corrupção da JBS. "Dessa forma, em prol do contraditório e da ampla defesa, requer-se a intimação dos peticionários, bem como a cópia do requerimento e das peças necessárias, para manifestação, consoante o texto legal mencionados", pede a defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud, afirmando que os clientes estão dispostos a cumprir a lei. Antes disso, era um dos mais duros procuradores do Grupo de Trabalho do Janot, um núcleo de procuradores especialistas em direito penal recrutado pelo procurador-geral em 2013 para atuar na Lava Jato. Os três prestaram esclarecimentos à Procuradoria no procedimento que deve revogar o benefício de imunidade penal concedido aos delatores.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo também é citado em trechos das gravações publicados pelo site da revista Veja na manhã de terça-feira, dia 5.

Também para tentar a delação premiada, Joesley foi gravado pedindo a Saud e ao advogado Francisco de Assis que tentem se aproximar do ex-procurador Marcelo Miller e, em seguida, do procurador-geral Rodrigo Janot.

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No Flamengo , o técnico Reinaldo Rueda vai poder utilizar novamente os jogadores que não inscritos na Copa do Brasil . FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Réver, Rhodolfo e Pará; Cuéllar e William Arão; Berrio, Diego e Everton; Guerrero.

O procedimento de revisão do acordo é conduzido pela subprocuradora Cláudia Marques.

Depois da assinatura das delações, o ex-procurador foi contratado para representar a defesa do grupo pelo escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe.

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