Polícia Federal diz que PMDB mantinha quadrilha na Câmara dos Deputados

Patrice Gainsbourg
Setembro 12, 2017

O relatório com as conclusões do inquérito foi enviado para o Supremo Tribunal Federal porque entre os apontados como responsáveis estão políticos com foro privilegiado no STF.

A investigação aponta que o grupo agia através de infrações penais, tais como corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas, crimes cujas penas máximas são superiores a quatro anos.

De acordo com a PF, ao lado de Cunha, Temer possui poder de decisão nas ações do grupo do "PMDB da Câmara", tanto para indicações em cargos estratégicos quando na articulação com empresários beneficiados nos esquemas, para recebimento de valores, sob justificativa de doações eleitorais.

"E, como em toda organização criminosa, com divisão de tarefas, o presidente Michel Temer se utiliza de terceiros para executar ações sob seu controle e gerenciamento. Assim, podemos identificar nos autos diversas situações em que utiliza de Moreira Franco [ministro da Secretaria-Geral] e Eliseu Padilha [ministro da Casa Civil] e mesmo de Geddel Vieira [Lima] como longa manus, e seus prepostos, a exemplo da captação de recursos da Odebrecht e OAS (concessão dos aeroportos)", diz o relatório. No caso envolvendo a campanha de Chalita, contudo, o presidente não é citado o remetente dos valores. "Por fim, há que se considerar as doações oficias e em 'caixa 2' realizadas em favor da campanha do seu também apadrinhado político, Paulo Skaf, para Governador do Estado de São Paulo nas eleições de 2014".

A investigação mostrou, no entendimento da PF, que na organização hierárquica do PMDB da Câmara Temer seria uma figura semelhante a Eduardo Cunha. Cunha está preso em Curitiba, por ordem do juiz Sérgio Moro, desde 19 de outubro de 2016. Para isso, a equipe do procurador-geral aguardava a conclusão dos trabalhos da polícia.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar até o fim desta semana sua segunda denúncia contra Temer.

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Kevin Feige cuida da produção enquanto Louis D'Esposito, Brad Winderbaum, Victoria Alonso Thomas M. Essa palavra foi enfiada em todos os roteiros que circulam por aí agora.

O texto afirma que as acusações são "insinuações descabidas", vazadas para "tentar denegrir a honra e a imagem pública" do presidente antes mesmo de serem apreciadas pela Justiça.

Moreira Franco declarou que jamais teve participação em "qualquer grupo para a prática do ilícito". Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito.

Henrique Eduardo Alves divulgou nota em que diz que faz parte do PMDB há mais de 40 anos e não de uma organização criminosa.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a ser preso, na última sexta-feira (8), em Salvador, três dias após a Polícia Federal encontrar mais de R$ 51 milhões, atribuídos a ele, em um apartamento. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço.

A assessoria de Eliseu Padilha afirmou que só irá se pronunciar "se houver acusação formal contra ele que mereça resposta".

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