Aliado de Temer será relator de CPI sobre a JBS no Congresso

Patrice Gainsbourg
Setembro 13, 2017

O senador Otto Alencar (PSD-BA), que faz parte da base aliada, acusou o colegiado de ser "chapa branca" e deixou a reunião irritado. Temer é o principal alvo da delação da JBS. Contudo, o presidente da comissão, senador Ataídes (PSDB-TO), informou nesta segunda-feira (11) à Agência Brasil que estava conversando as lideranças partidárias para definir quem ficará com a relatoria. "Não vou participar dessa armação", criticou Alencar, que saiu batendo a porta do plenário. "Ele não será perseguido, mas vamos agir de forma a que a verdade apareça", afirmou, em entrevista no início da tarde desta terça-feira (12). "Isso vai ser uma farsa, uma CPI chapa-branca". Os parlamentares mais sérios já abandonaram esse verdadeiro circo. Esta comissão não pode ser acerto de contas, revanche.

"A CPMI vai olhar para a PGR e para o Judiciário sem medo", disse Marun à reportagem. "Vai deformar o sentido da investigação", afirmou logo após saber da escolha da relatoria.

Oliveira disse não ter comentado com o presidente da República sobre os trabalhos da comissão, mas sobre a duplicação de uma rodovia. O trecho foi incluído na lei há apenas nove meses, e foi proposto em 1996 pelo senador mato-grossense Júlio Campos, do antigo PFL, hoje DEM. A tramitação, que levou 20 anos, já teve como relator o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba, que se manifestou favorável à proposta. "Temos que olhar para o que já foi feito até aqui".

"O FCPorto é especial para mim" — Pepe
Pepe tem cinco jogos e um golo pelo Besiktas na presente época. "Mágoa? Porquê mágoa? A minha etapa acabou no Real Madrid". De resto, o único ausente foi Diogo Dalot, jovem lateral direito que continua entregue a António Folha, no FC Porto B.

Para tentar diminuir a influência do peemedebista na relatoria, Ataídes Oliveira nomeou dois sub-relatores. Segundo os senadores, a atitude foi tomada pela discordância com a escolha do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para a relatoria.

Nos bastidores, os rumores são de que a CPMI deve se transformar em palco de vingança contra os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, e também contra o ex-procurador Marcelo Miller e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que denunciou diversos deputados e senadores agora ansiosos para "dar o troco”". Outro escolhido foi o depurado Hugo Leal do PSB. Delegado Francischini (SD-PR) foi indicado para relatar o referente a contratos, empréstimos e ao acordo de colaboração.

Senadores como Ronaldo Caiado (DEM-GO), vice-presidente da CPMI, não escondem seu descontentamento.

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