Depois de Joesley, o irmão Wesley Batista é preso em São Paulo

Patrice Gainsbourg
Setembro 13, 2017

O STF autorizou e no último domingo (10) Joesley e Saud se entregaram na sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo. O pedido de prisão é preventiva - sem data para sair - e foi expedido pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde o empresário ficará preso.

De acordo com Rodrigo Janot, um áudio de quatro horas de uma conversa dos executivos da J&F, que mencionavam o ex-procurador da República Marcelo Miller, aponta que eles omitiram informações da Procuradoria-Geral da República durante as negociações do acordo de delação premiada. Eles saíram do prédio, na região da Lapa, onde passaram a noite na carceragem, por uma saída reservada. Wesley foi um dos executivos da JBS que fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Janot também fez um pedido de prisão temporária de Miller, mas Fachin negou ao dizer que não são "consistentes" os indícios de que ele tenha sido "cooptado" por organização criminosa. A prisão temporária, determinada pelo ministro Fachin, ocorre para garantir o andamento das investigações.

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Segundo os senadores, a atitude foi tomada pela discordância com a escolha do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para a relatoria . Delegado Francischini (SD-PR) foi indicado para relatar o referente a contratos, empréstimos e ao acordo de colaboração.

A operação no mercado, segundo a PF, foi uma manipulação por parte da JBS, "fazendo com que seus acionistas absorvessem parte do prejuízo decorrente da baixa das ações que, de outra maneira, somente a FB Participações, uma empresa de capital fechado, teria sofrido sozinha". O crime está previsto no artigo 27-D da Lei 6.385/76, que regula o mercado de valores mobiliários.

Os irmãos Batista teriam praticado, então, o chamado "insider trading", que é o uso de informações privilegiadas para lucrar na venda ou na compra no mercado financeiro, com a compra de U$ 1 bilhão às vésperas da divulgação da gravação e da venda de R$ 327 milhões em ações da JBS durante seis dias do mês de abril enquanto os réus negociavam a delação premiada com a PGR.

A respeito da prisão de Wesley, o advogado Pierpaolo Bottini afirmou: "É absurda e lamentável a prisão e o inquérito aberto há vários meses em que investigados se apresentaram para dar explicações. O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a justiça", afirmou. Com informações da Folhapress.

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