Polícia brasileira prende o presidente do grupo JBS

Patrice Gainsbourg
Setembro 13, 2017

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (13), um dos donos do grupo J&F, diretor presidente da JBS e irmão de Joesley Batista, o empresário Wesley Batista.

De acordo com as fontes, também foi decretada pela Justiça a prisão de Joesley Batista, irmão de Wesley, que, no entanto, já está detido desde o fim de semana por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Ele deverá permanecer na carceragem da Polícia Federal na capital até sexta (15), caso sua prisão temporária não seja prorrogada.

O fato já havia sido confirmado por Wesley Batista em sua delação, que afirmou ter pagado um total de R$ 30 milhões em propina ao ex-governador.

A Justiça atendeu um pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal encaminhado na terça (12).

"Eles diluem esse prejuízo com a queda das ações no momento em que a colaboração foi divulgada".

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Wesley Batista é suspeito de ter negociado ações da JBS entre 24 de abril e 17 de maio, quando foi revelado que seu irmão e ele haviam alcançado um acordo de delação premiada, que provocou uma queda violenta dos títulos da empresa, a maior processadora de carne do mundo, e fragilizou o real frente ao dólar. Na ordem de prisão, a alegação é que os dois irmãos "agiram pessoalmente para manipular ações do grupo no mercado".

"Em especial após possível revogação dos benefícios premiais concedidos pela PGR", de acordo com a decisão, não haveria "outra medida eficaz, além da prisão cautelar, que possa ser utilizada" no caso dos irmãos Batista.

O caso não está relacionado à delação de executivos da empresa e está fora da jurisdição de Fachin e de Rodrigo Janot, procurador-geral da República. "(Miller) Ressalta que continua à disposição, como sempre esteve e sempre estará, para prestar qualquer esclarecimento necessário e auxiliar a investigação no restabelecimento da verdade", prossegue o comunicado, assinado pelos advogados André Perecmanis e Paulo Klein. Após o vazamento das delações que provocaram grande escândalo ao atingir o presidente Michel Temer, a moeda americana registrou valorização de 9%.

Os investigados poderão ser responsabilizados pelo crime previsto no artigo 27-D da Lei 6.385/76, com penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

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