Rafinha Bastos xinga Zezé por declaração sobre ditadura militar

Patrice Gainsbourg
Setembro 13, 2017

A promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968, representou o fechamento completo do sistema político e a implantação do período mais perverso da ditadura.

O artista ZEZÉ de Camargo em entrevista concedida à Leda Nagle confessa sua decepção com a política e faz coro com a crescente multidão de pessoas que acredita que as instituições políticas têm que ser higienizadas por meio de uma ação militar que em seguida retornaria o controle para as mãos do civis. Quando falou sobre ditadura, porém, não hesitou em ser controverso ao afirmar que a ditadura militar no país "não existiu".

"Eu vou falar um absurdo aqui para você, vão me criticar, jornalistas vão falar de mim, achar que sou um maluco". O momento que a gente vive hoje no Brasil. o Brasil lutou muito pela democracia. Defendeu a tese de que o Brasil nunca passou por uma ditadura, mas, em sua visão, por um "militarismo vigiado". Muita gente confunde militarismo com ditadura, todo mundo fala: Nós vivíamos numa ditadura.

O sertanejo Zezé di Camargo volta e meia está envolvido em alguma polêmica, e recentemente o cantor se tornou o assunto do dia no Twitter. Nós não vivíamos numa ditadura, nós vivíamos num militarismo vigiado. O cantor respondeu: "Exato". Zezé, posteriormente, afirmou: "Mas não chegou a ser tão violenta, tão sangrenta". Toma o Brasil democrático de novo'. "Não quero isso (a ditadura) jamais para o Brasil, mas eu imagino que o Brasil hoje precisaria passar por uma depuração". O Brasil até pensar no militarismo para reorganizar a coisa e entregar de novo, limpamos essa corja e está aqui o Brasil.

Fenómeno continua a fazer estragos apesar de menor intensidade — Furacão Irma
Perdeu a designação de furacão e foi classificado como tempestade tropical, até se transformar numa depressão tropical.

"Tivemos muita gente presa, tivemos confrontos, tortura".

A apresentadora, então, ficou curiosa por saber o interesse de Zezé por política.

"Me considero um cara muito politizado".

Siglas como Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e Doi-Codi (Destacamento de Operações e Informações-Centro de Operações de Defesa Interna) ficaram conhecidas pela brutal repressão policial-militar.

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