Fachin rebate Mendes e nega embaraço

Patrice Gainsbourg
Setembro 14, 2017

Os ministros Gilmar Mendes e Edson Fachin tiveram um "embate" ontem em sessão do Supremo Tribunal Federal.

"Certamente, poucas pessoas na história do Supremo Tribunal Federal se viram confrontadas com desafios tão urgentes e imensos e grandiosos".

Sem saber que os executivos negociavam delação, ele narra que se encontrou com o advogado do grupo Francisco de Assis, a pedido do profissional, em 1º de abril (sábado).

Os ministros do STF também vão decidir amanhã sobre questionamento de Temer acerca da validade das provas apresentadas por delatores da JBS, uma vez que seus acordos de colaboração estão sob suspeita devido à citada gravação da conversa entre Joesley Batista e Ricardo Saud. "E tão poucas pessoas na história do STF correm o risco de ver os eu nome e o da própria Corte conspurcado por decisões que depois vão se revelar equivocadas", disse Gilmar se dirigindo a Fachin. A afirmação foi uma resposta ao ministro Gilmar Mendes, que, em sessão da Segunda Turma do STF, teceu críticas à homologação pelo colega da delação da JBS, à Procuradoria Geral da República (PGR) e afirmou que o fato de ter tido o dever de homologar a delação da JBS deve ter imposto a Fachin um "constrangimento pessoal muito grande". Gilmar afirma não ter se importado com a surpresa à época.

Justiça Federal remete ao STF investigação do ex-ministro Geddel Vieira Lima
Os trabalhos estão sendo conduzidos por Lázaro Botelho (PP-TO). Ou seja: ele só poder ser investigado pela corte máxima.

"Julgar de acordo com a prova dos autos não deve constranger a ninguém, muito menos um ministro da Suprema Corte. Também agradeço a preocupação de Vossa Excelência e digo que a minha alma está em paz", respondeu Fachin.

Durante a divulgação dos áudios da JBS, Gilmar Mendes estava em viagem à Europa, onde chegou a declarar que, "se houve algum erro do Supremo, foi não colocar limites nos delírios de Janot". O ministro Ricardo Lewandowski pediu vista (mais tempo para analisar o caso) e o julgamento foi suspenso. O ministro Gilmar Mendes quer demonstrar que o procurador Marcelo Miller atuou ativamente na delação premiada de Joesley, o que, na sua concepção, invalidaria a gravação, mesmo que Rodrigo Janot não soubesse, no que o ministro não acredita.

Em discussão, o pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentado pela defesa do presidente Michel Temer, e o de suspensão de uma segunda denúncia contra Temer com base nas delações premiadas do empresário Joesley Batista e do doleiro Lúcio Funaro, ambos presos em Brasília.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL