Justiça ordena apreensão de urnas de voto para referendo na Catalunha

Patrice Gainsbourg
Setembro 14, 2017

No documento de nove páginas distribuído às autoridades policiais, a que o jornal "El Español" teve acesso, pode ler-se que os agentes devem evitar a "consumação do delito" através de medidas como "apreender urnas, envelopes eleitorais, manuais de instruções para membros das mesas eleitorais, impressos eleitorais, propaganda eleitoral, elementos informáticos" ou qualquer outro tipo de "material de difusão, promoção ou execução" do referendo.

O Tribunal Constitucional (TC) espanhol suspendeu nesta terça-feira (12), a pedido do governo, a chamada Lei de Transitoriedade aprovada na semana passada pelo Parlamento catalão, que permitiria colocar em andamento um novo Estado em forma de República.

Fonte dos movimentos separatistas disse à agência Lusa que já há milhares de pessoas inscritas para participar na Diada deste ano e que já foram alugados pelo menos 1.500 autocarros para levar manifestantes para Barcelona a partir de todo o território da Catalunha.

O Ministério Público espanhol admitiu esta quarta-feira estar a investigar mais de 700 autarcas da Catalunha que estarão alegadamente a colaborar com o Governo regional para a realização do referendo de independência da região.

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Ele disse aos procuradores que entregou R$ 1 milhão em espécie no escritório de Yunes, que nega ter recebido a quantia. A informação foi publicada no site do jornal O Globo e confirmada pelo Valor .

O Dia da Catalunha é assinalado esta segunda-feira com uma grande manifestação em Barcelona, Espanha, onde os movimentos separatistas pretendem mostrar a força popular que têm a três semanas da realização do referendo de independência.

A coligação pró-independência que governa a comunidade autónoma da Catalunha quer realizar o referendo sobre a independência a 01 de outubro, apesar da proibição das autoridades nacionais, e pediu aos 947 presidentes de Câmara que forneçam instalações para a realização do escrutínio.

O Partido Popular do primeiro-ministro Mariano Rajoy decidiu recorrer à Justiça para impedir a realização do evento, numa ação a que se juntou o partido Ciudadanos, e acusou a autarca Carmena de ser responsável pela realização de um "ato que incita à celebração do referendo". A região da Catalunha é a mais rica de toda a Espanha, representando 19% do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol.

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