PF diz que presidente Michel Temer recebeu R$ 31,5 milhões de 'vantagem'

Patrice Gainsbourg
Setembro 14, 2017

O relatório, que dá por finalizada uma longa investigação, diz que da organização criminosa, que foi criada antes de Temer assumir a presidência, em Maio de 2016, fazem parte ainda os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, bem como os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima, este último preso na semana passada depois de terem sido descobertos mais de 13 milhões de euros em dinheiro vivo escondidos em caixas num apartamento que ele usava como "bunker" na cidade de Salvador da Bahia.

A PF cita ainda o repasse de R$ 5,4 milhões para a campanha de Gabriel Chalita, dinheiro que teria sido solicitado por Temer. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, no entanto, considerou desnecessária a inclusão formal pelo fato de o presidente já ser investigado pelo crime em outro inquérito.

Oa acusados alegam em sua defesa fraqueza de provas e do denunciante evidenciada na segunda gravação.

"De forma consistente, foi apontado como uma das figuras centrais beneficiadas em pagamentos pelo grupo JBS, inclusive com possível recebimento de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), por intermédio do ex-deputado Federal e ex-assessor Rodrigo da Rocha Loures, acompanhado em ação controlada executada pela Polícia Federal, um dos pontos de destaque da 'operação Patmos'", afirma o relatório.

PERSONAGENS. Além de Temer, a Polícia Federal destina um capítulo para esmiuçar a participação de cada personagem, com identificação do nome, foto, histórico político, núcleo a que pertence e quais vantagens indevidas foram recebidas. Segundo a corporação, Michel Temer teria, sozinho, embolsado R$ 31,5 milhões em vantagens indevidas por meio do esquema. Inquérito deve turbinar segunda denúncia da PGR contra Temer.

No inquérito sobre o "quadrilhão do PMDB, como ficou conhecida a investigação da Polícia Federal, são investigados os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral, Moreira Franco". Segundo relatório final da PF, há indícios de prática de corrupção por parte de Temer, Moreira e Padilha.

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O relatório vai ser enviado agora à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se acolhe as acusações e apresenta denúncia contra os suspeitos.

"O Presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha, como foi publicado pela imprensa, deste 11 de setembro".

"Bastou o presidente Fernando Henrique Cardoso entregar os ministérios dos Transportes e da Justiça para Eliseu Padilha e Iris Rezende e os peemedebistas fizeram as pazes com o Governo. O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça", diz a nota.

"Integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta".

Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito.

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