PF: Michel Temer recebeu R$ 31 milhões por prática criminosa

Patrice Gainsbourg
Setembro 14, 2017

Agora, a PGR (Procuradoria-Geral da República) deve apresentar nova denúncia contra o presidente ainda esta semana, quando Rodrigo Janot ainda está à frente da instituição.

Ao lado do presidente, aparece o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que também comandaria o núcleo político do grupo, segundo as investigações da PF.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), irá encaminhar para o plenário da corte uma discussão sobre a validade das provas levantadas pela JBS em sua delação premiada. Já Moreira Franco disse que jamais participou de qualquer grupo "para a prática do ilícito".

A PF atribui ao grupo impressionante lista de crimes como, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, evasão de divisas, organização criminosa. A PF cita no inquérito o presidente Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha. Os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima atuariam, de acordo com a PF, como "longa manus" do presidente na arrecadação de recursos ilícitos junto a grandes empresas. As investigações apontaram que integrantes da cúpula do PMDB participavam de uma organização criminosa, com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas na administração pública. "Isto não é democrático", diz parte do texto. Cunha está preso em Curitiba, por ordem do juiz Sérgio Moro, desde 19 de outubro de 2016.

A conclusão dos trabalhos da Polícia Federal vai permitir que Janot finalize a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

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QUADRILHÕES. Para Janot, a organização criminosa por políticos formada para atuar na administração pública é composta por integrantes do PP, PT, PMDB do Senado e PMDB da Câmara. "O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça", diz a nota.

Polícia Federal conclui inquérito sobre "quadrilhão" do PMDB na Câmara e aponta participação de presidente, Moreira Franco e Eliseu Padilha.A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira (11/09), o inquérito que apura a suspeita de crime praticados pelo PMDB da Câmara Federal. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço.

Em nota, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República afirmou que o "presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha" ou de qualquer "estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública".

O advogado Daniel Gerber, que defende o ministro Eliseu Padilha, afirma que "tal denúncia reflete o olhar distorcido da acusação sobre o mundo político e se baseia apenas na palavra de delatores cujos acordos com o próprio MPF merecem revisão".

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