Missão espacial de 20 anos em Saturno chega ao fim

Eloi Lecerf
Setembro 15, 2017

É assim que é denominado o fim da viagem da Sonda Cassini, um mergulho no planeta com direito a transmissão ao vivo, onde a sonda ainda teve tempo para mostrar um pouco mais das luas de Saturno, nomeadamente Enceladus, o sexto maior satélite natural de Saturno, que contém sinais de atividade hidrotermal e comprovou ser geologicamente ativa nos dias de hoje.

A sonda Cassini foi criada há 20 anos com o objetivo de dar a conhecer os campos magnéticos do planeta Saturno, entender o material de que são compostos os gelados anéis, realizar imagens do planeta e das luas ao seu redor.

'Grande Finale', será o último trabalho da Cassini.

Lançada a 15 de outubro de 1997 em conjunto com a sonda Huygens, que se converteu no primeiro artefacto construído pelo homem que pousou na lua de outro planeta, a Cassini recolheu tantos dados durante a sua missão que os especialistas estimam que vão ser precisas décadas para os analisar na totalidade.

"Essa é a primeira vez que uma nave espacial explora essa região única de Saturno, uma conclusão dramática para uma missão que revelou tanto sobre o planeta anelado", escreveu a Nasa em seu site.

Relatos de explosão no metro de Londres. Autoridades investigam
As 17 semanas seguintes concentraram os quatro atentados, mas as autoridades frustraram outros seis, afirmou Rowley. O Serviço Nacional de Saúde disse que 22 pessoas foram levadas a hospitais, mas que nenhuma estava em estado grave.

- O sinal da sonda desapareceu - afirmou Earl Maize, chefe da missão Cassini, às 8h55, pelo horário de Brasília. A sonda fará um mergulho em Saturno (qual meteoro incandescente) numa operação que está a ser conhecida como Grand Finale.

Uma das principais descobertas da Cassini, segundo a agência espacial americana, foi detectar a presença de hidrogênio molecular em Encélado, uma das luas de Saturno, o que tornaria o pequeno astro um dos locais mais favoráveis para o surgimento de vida fora da Terra.

A presença de hidrogênio no oceano da lua indica que micróbios, se existentes, poderiam utilizá-lo para obter energia combinando-o com dióxido de carbono dissolvido na água. Só esta sexta-feira, antes de se despedir da Terra, Cassini vai fazer 22 aproximações entre a superfície de Saturno e os anéis de gelo, poeira e rocha que os compõem.

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