Negociações entre Governo e Sindicato dos Enfermeiros Portugueses prosseguem

Patrice Gainsbourg
Setembro 15, 2017

O primeiro-ministro havia manifestado esta quarta-feira esperança de que nos próximos dias Governo e Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) chegassem a um acordo e sustentou que o projetado descongelamento das carreiras vai beneficiar especialmente o setor de enfermagem.

A reunião entre o governo e o SEP já estava agendada no decurso do processo negocial que decorre entre as duas partes, e ocorre no dia em que outros sindicatos - o Sindicato dos Enfermeiros (SE) e o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) - prosseguem a greve pela integração da categoria de especialista na carreira e por atualizações salariais.

De acordo com o dirigente sindical, o Ministério da Saúde comprometeu-se, em 2018, a repor as horas de qualidade, estender as 35 horas semanais de trabalho aos enfermeiros com contrato individual e aumentar o salário dos enfermeiros especialistas até à revisão da carreira.

Estes profissionais reclamam ainda a aplicação do regime das 35 horas semanais de trabalho a todos os enfermeiros.

A adesão à greve dos enfermeiros no turno da última noite foi de 90%, a maior desde que começou a paralisação na segunda-feira às 00h.

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"Hoje estamos já nos 90 por cento de adesão no que diz respeito ao turno da noite que terminou hoje de manhã".

"Ontem [quarta-feira] fizemos um cálculo de que cerca de seis mil cirurgias de rotina foram adiadas durante o período da greve. Neste quadro, a Direção decidiu decretar greve para os dias 3, 4 e 5 de outubro e ainda solicitar um pedido de reunião no sentido de se efetuar uma convergência de posições", disse o porta-voz do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses no Facebook. "Isto dá uma média de 80 a 90 por cada grande hospital".

Esta irregularidade da marcação determinada pelo Governo pode levar à marcação de faltas injustificadas aos enfermeiros que aderiram ao protesto.

Alexandre Lourenço, presidente da Associação dos Administradores Hospitalares, assume à Antena 1 que está preocupado com os impactos do protesto e avisa que vai ser preciso muito tempo para recuperar. "Contudo a nossa perspectiva é a de que este número venha a subir ao longo do dia de hoje", disse à agência Lusa o presidente dos Sindicato dos Enfermeiros (SE).

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