Polícia Federal apura desvio de recursos e prende reitor da UFSC

Patrice Gainsbourg
Setembro 15, 2017

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, é uma das sete pessoas presas pela Operação Ouvidos Moucos da Polícia Federal (PF), em cumprimento a mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal em Santa Catarina.

A Justiça Federal determinou ainda que a unidade central da Capes fornecesse imediatamente à PF acesso integral aos dados dos repasses para os programas de Educação a Distância da UFSC. "A Capes continua comprometida com a qualidade da formação dos alunos que estudam por meio da educação a distância na Universidade Federal de Santa Catarina".

Professores, empresários e funcionários são suspeitos de desviar bolsas e verbas de custeio para beneficiar pessoas sem qualquer vínculo com a UFSC.

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Fora dos gramados, a expectativa é que o atleta volte a campo neste fim de semana, contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. Ao perceber o equívoco, ele apagou a imagem em que aparecia recebendo sexo oral de uma garota.

Deflagrada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com o Tribunal de Contas da União (TCU), a Operação Ouvidos Moucos cumpriu sete mandados de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão em endereços em Florianópolis e Itapema, em Santa Catarina, e em Brasília. "Em alguns casos, bolsas de tutoria foram concedidas até mesmo a pessoas sem qualquer vínculo com as atividades de magistério superior em Ead, inclusive parentes de professores que integravam o programa receberam, a título de bolsas, quantias expressivas".

Num dos casos mais graves, professores foram coagidos a repassar metade dos valores das bolsas recebidas para professores envolvidos com as fraudes. Os cursos são oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). Com a prisão de Cancellier, o Pró-Reitor de Extensão da UFSC, Rogério Cid Bastos, assume a reitoria da universidade interinamente. Segundo a fundação, as irregularidades eram conhecidas desde maio deste ano. "Sempre mantivemos a postura de transparência e colaboração, no sentido de permitir a devida apuração de quaisquer fatos de modo a atender as melhores práticas de gestão", disse em nota. Por fim, aguardamos mais informações sobre a operação da PF para apresentar à comunidade universitária e à sociedade os esclarecimentos devidos - conclui a nota da UFSC. Assim como colocou à disposição as informações sobre a oferta do programa na UFSC e concedeu acesso a todos os sistemas de acompanhamento e controle interno.

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