Coreia do Norte ameaça usar armas nucleares para 'afundar' o Japão

Oceane Deschanel
Setembro 16, 2017

A Coreia do Norte testou mais um míssil balístico na quinta-feira à noite, o segundo projétil armado a sobrevoar uma parte do Japão em menos de um mês.

O Conselho de Segurança anunciou uma reunião em caráter de urgência na tarde de sexta-feira.

"O exército e o povo da Coreia do Norte pedem unanimemente que os ianques, os principais culpados que prepararam a 'resolução de sanções', sejam linchados como merecem os cães raivosos", afirma um comunicado publicado pela agência oficial KCNA."É hora de acabar com os agressores imperialistas americanos".

O Comando do Pacífico dos EUA afirmou que o míssil foi um modelo de médio alcance que não representa ameaça aos EUA. O presidente republicano não quis falar sobre sua estratégia para lidar com a Coreia do Norte, mas garantiu que os americanos ficarão seguros apesar das ameaças do regime de Kim Jong-un. O míssil partiu de Sunan, um local próximo da capital norte-coreana, e sobrevoou a ilha de Hokkad esta sexta-feira, caindo a cerca de dois mil quilómetros do território japonês.

As autoridades japonesas foram obrigadas a acionar o sistema de emergência J-Alert em várias regiões do norte do arquipélago.

Brasil indica 'Bingo' para concorrer ao Oscar
O filme Bingo foi escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor produção estrangeira. Na edição 2017, 88 países indicaram filmes para a disputa, vencida pelo drama iraniano O Apartamento .

"Está passando um míssil, está passando um míssil, provavelmente sobre Hokkaido em direção ao Pacífico".

A informação de que a Coreia do Norte tinha disparado um novo míssil motivou prontamente o aviso à população do outro lado do Mar do Japão, aconselhada a abrigar-se.

A ação norte-coreana é o sinal mais recente de que o governo daquele país desafia a opinião internacional e que caminha para ter um arsenal militar para atingir os Estados Unidos. Segundo fontes militares sul-coreanas, ele teria voado por cerca de 3.700 quilômetros, a 770 quilômetros de altitude.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, convocou uma reunião do conselho de segurança para discutir o novo lançamento, enquanto o Japão condenou o lançamento.

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