Em sua despedida no STF, Janot defende prisão em segunda instância

Judith Bessette
Setembro 16, 2017

"Tive a honra de ver consolidado definitivamente o poder investigatório do Ministério Público e de presenciar o corajoso golpe desferido por esse colegiado contra a crônica impunidade que castiga impiedosamente nossa sociedade, quando esta Corte definiu, por duas vezes, que a condenação em segunda instância viabiliza, sim, a execução provisória da pena", afirmou. "Não há risco de a Lava Jato sofrer qualquer revés (com sua posse)", garantiu na manhã desta sexta-feira o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Jayme de Oliveira.

"Entrego o cargo com a convicção serena de que militei até o último instante na defesa dos compromissos constitucionais".

Num dos últimos atos de sua gestão, ele enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer, por obstrução de Justiça e organização criminosa. Resigno a meu destino porque mesmo antes de começar sabia exatamente que haveria um custo por enfrentar esse modelo político corrupto e produtor de corrupção cimentado por anos de impunidade e de descaso.

Apesar de mencionar os "ataques" sofridos durante o tempo em que ocupou o cargo, Janot fez questão de frisar que isso já se encontra "nos escombros do passado". Os mortos, então, deixai-os a seus próprios cuidados. "As páginas da história hão certamente de contar com isenção e verdade o lado que cada um escolheu para travar sua batalha pessoal nesse processo", disse o procurador.

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Pouco depois de ser conhecido o disparo, o Conselho de Segurança da ONU anunciou a realização de uma reunião para hoje, a partir das 15h00 locais (20h00 em Lisboa).

"Nós agradecemos o trabalho que foi realizado, desejando muitas felicidades nessa nova etapa da vida de Vossa Excelência". Disse que a transitoriedade dos mandatos é saudável para a democracia e significa que as instituições são maiores que as pessoas que as representam.

O mandato de Janot à frente da Procuradoria Geral da República termina no próximo dia 18. Em julho, ela foi aprovada pelo plenário do Senado por 74 votos a 1 e uma abstenção.

A PGR acrescentou que, sentado na cadeira do procurador-geral da República, acompanhou grandes julgamentos que marcaram a memória jurídica nacional.

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