Em evento da maçonaria, general do Exército sugere intervenção militar

Patrice Gainsbourg
Setembro 19, 2017

Observação: fechamento do Congresso, com convocações gerais em 90 dias, sem a participação dos parlamentares envolvidos em qualquer investigação.

Últimas palavras do General MOURÃO. Na palestra, Mourão disse que "desde o começo da crise o nosso comandante definiu um tripé para a atuação do Exército: legalidade, legitimidade e que o Exército não seja um fator de instabilidade". "Por que não vamos derrubar esse troço todo"? pergunta em dado momento. Agora, qual é o momento para isso? A ditadura civil-militar de 1964 nutriu-se de acusações de corrupção contra João Goulart e seu antecessor Juscelino Kubitschek e chamou-se de "redentora". Não existe formula de bolo ... nós temos planejamentos muito bem feitos.

Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Ele fala, na gravação, que as Forças Armadas poderão impor uma "solução" ao "problema político" vivido pelo Brasil, referindo-se a uma intervenção militar. Mourão, que é secretário de economia e finanças do Exército, afirmou que "os Poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução... e essa imposição não será fácil, ela trará problemas". Em seu discurso, o general ressaltou o juramento que é feito por todos que ingressam no Exército, assumindo seu compromisso em defender a pátria, independente de mero reconhecimento.

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Hence, the comparison between the two go beyond their size as both share some similarities in more ways than one. The disgraced Note 7 phone was recalled twice and discontinued after it spontaneously overheated or caught fire.

E continuou: "então, se tiver que haver, haverá [ação militar]". A minha geração - isso é uma coisa que as senhoras e os senhores têm que ter consciência - é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu, de forma covarde, não coerente com os fatos que ocorreram no período de 64 a 85.

Ao pregar publicamente uma intervenção das Forças Armadas sobre as instituições da República, um novo golpe militar, este oficial não só desrespeita os regulamentos disciplinares, mas fere frontalmente a Constituição e ameaça seriamente a Democracia.

No vídeo, o general diz que o Exército deve "manter estabilidade do país"- e que a sua visão coincide com a de seus "companheiros do Alto Escalão do Exército". Em 2015, ele foi removido do Comando Militar do Sul (CMS) após fazer homenagem póstuma ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, responsável pelo DOI-CODI entre 1970 e 1974 e reconhecido pela Justiça brasileira como torturador.

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