Temer janta com Trump nos EUA para discutir crise na Venezuela

Patrice Gainsbourg
Setembro 19, 2017

Donald Trump falava durante um jantar, em Nova Iorque, com os Presidentes do Brasil, Michel Temer, Colômbia, Juan Manuel Santos, Panamá, Juan Carlos Varela, na qual participou também a vice-Presidente da Argentina, Gabriela Michetti. Também estavam presentes o vice-presidente, Mike Pence e o secretário de Estado, Rex Tillerson. "Na opinião de todos os participantes do jantar, é preciso que logo haja uma solução democrática na Venezuela", afirmou o presidente da República, Michel Temer.

O Grupo de Lima e o Mercosul propõem adiar o encontro.

Arreaza não deu declarações após a reunião, mas retuitou uma mensagem da embaixada venezuelana na Arábia Saudita, que dizia "Apelamos ao espírito de união e integração da CELAC (em) Nova York".

O primeiro dia será marcado por 20 discursos, sendo os primeiros pronunciamentos do Brasil e dos Estados Unidos seguindo a tradição.

Durante as inúmeras reuniões bilaterais, os testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte estarão em discussão após a decisão da Rússia e da China de apoiar no Conselho de Segurança uma tentativa americana de punir Pyongyang com uma série de sanções. No dia seguinte será a vez do iraniano Hassan Rohani.

EUA têm novo confronto após absolvição de policial que matou jovem negro
Louis, Jason Stockley, 36 anos, disparou e matou o motorista Anthony Lamar Smith, 24, depois de uma perseguição policial. Eles gritavam palavras de ordem como "sem justiça, sem paz" e chamavam Stockley de assassino.

A chegada de Temer em Nova York está prevista para às 17h de segunda-feira (18h, horário de Brasília). As relações entre os Estados Unidos e a ONU não foram sempre pacíficas e parecem evoluir na direção inversa da capacidade da organização se furtar a ser uma caixa de ressonância da estratégia diplomática da Casa Branca.

"A ONU foi fundada com metas verdadeiramente nobres", ressaltou, mas "em anos recentes, não tem alcançado seu potencial total, devido à burocracia e à má administração", disse Trump, que no passado denegriu a organização. comparando-a a um "clube para que as pessoas se juntem, conversem e passem um momento agradável", concluiu. "Para honrar as pessoas das nossas nações, temos de garantir que ninguém, e nenhum estado membro, acarreta com uma parte desproporcional do fardo, militarmente ou financeiramente", disse.

Os EUA são o país que mais contribui para o orçamento da organização, pagando 22% do seu orçamento geral e 28 dos seus gastos em operações de manutenção de paz.

Donald Trump desempenhará um papel central nas Nações Unidas na próxima semana, quando os líderes de todo o mundo se reunirão em Nova York, ansiosos para descobrir como o presidente americano planeja reformular o papel de Washington nos assuntos mundiais. - O secretário-geral da ONU, António Guterres, abriu nesta terça-feira os debates de alto nível da Assembleia Geral advertindo sobre os graves perigos que o mundo enfrenta pelos conflitos, a mudança climática e o aumento da insegurança e da desigualdade.

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