Trump quer pressão sobre Venezuela

Patrice Gainsbourg
Setembro 20, 2017

As palavras do presidente brasileiro contrastam com o pronunciamento de Trump.

O presidente Michel Temer (PMDB) embarcará em uma viagem oficial para os Estados Unidos nesta segunda-feira (17/9), após a posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

No jantar desta noite com Donald Trump, além de Temer, vão estar presentes outros líderes latino-americanos, como os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do Panamá, Juan Carlos Varela, e a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti. "O Brasil já ajuda humanitariamente a população venezuelana, com o envio de medicamentos, por exemplo", disse o presidente no Twitter.

"Na opinião de todos os participantes do jantar, é preciso que logo haja uma solução democrática na Venezuela", afirmou Temer em entrevista após o jantar.

"Não podemos ficar à margem e apenas observar", disse Trump, que já impôs sanções financeiras à Venezuela e a Maduro, e não descarta uma "opção militar" diante da grave crise política e econômica venezuelana. E o que houve foi isso: todos querem continuar a pressão para resolver. Ele adiantou que, se o governo venezuelano insistir no atual caminho, novas medidas serão tomadas para responsabilizar o regime de Nicolás Maduro. "A Venezuela foi um dos países mais ricos e agora está colapsando e os seus cidadãos morrem de fome", enfatizou Trump.

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No entanto, no momento em que o treinador do time paulista trocou Jadson por Marquinhos Gabriel, a história da partida mudou. Marquinhos Gabriel cruzou e Jô completou para o gol em cima da linha em um gol polêmico, que teria sido feito com o braço.

"Hoje, reitero o meu apelo ao secretário-geral e a toda a comunidade internacional para apoiar o povo venezuelano na busca de uma solução pacífica que os retome no caminho do progresso, da democracia e da liberdade", acrescentou.

De acordo com o presidente, os presentes "não discutiram exatamente" o estabelecimento de sanções.

Embora os líderes latino-americanos tenham aumentado a pressão sobre Maduro para libertar prisioneiros políticos e realizar eleições gerais, é improvável que aceitem sanções econômicas unilaterais mais duras, defendidas pelo presidente dos EUA. Mas diplomatas brasileiros admitem que dificilmente haveria espaço para avançar nesses temas.

Na terça (19), Temer fará o discurso que abre os debates da 72ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

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