Liga, árbitros e Benfica apoiam o apelo de Fernando Gomes

Vincent De Villiers
Setembro 22, 2017

"Fernando Gomes teve a coragem de sair em defesa pública dos que se expõem na arbitragem e na disciplina, dois pilares do futebol e do desporto", refere a nota divulgada hoje pelos árbitros do quadro principal categoria 1.

O tema das claques é um assunto antigo, com os dragões a acusarem o Benfica de ter claques não organizadas, situação contrária à lei, o que tem sido refutado pelo clube lisboeta, nomeadamente pelo seu presidente, Luís Filipe Vieira.

A posição do Benfica segue-se às palavras do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, que hoje veio alertar para os "sinais de alarme" decorrentes da "apologia do ódio" e de um "constante tom de crítica em relação à arbitragem".

Uma mais-valia, embora reconheça que "há muito para fazer no futebol português", começando por ter "uma Liga forte" com responsabilidade dos clubes que deverão "encontrar pontes de diálogo naquilo que os une".

Hoje em A Força do Querer: Rubinho diz que vai largar Bibi
Como a ajuda dos comparsas de Rubinho , que a impediram de fazer o ato criminoso, o incêndio não ocorreu. Como provocação, a encrenqueira também fará uma tatuagem com o nome de Rubinho no braço.

"A desfaçatez com que o SLB usa e abusa da propaganda para tentar puxar o lustro à marca contrasta com práticas repulsivas através das quais persegue benefícios próprios e não para o futebol português em geral".

Fernando Gomes revelou acompanhar "com particular preocupação" o clima em volta da arbitragem, classificando de "inaceitável" o "tom de crítica" em relação às actuações dos homens do apito.

Fernando Gomes posicionou-se ao lado dos árbitros e observou que "o clima de ódio tem tido reflexo também entre os adeptos", verificando, com "profundo lamento", que há "sinais de alarme" no futebol português, que "os clubes profissionais não podem ignorar", muito menos o Estado. "Estas críticas, que muitas vezes são inspiradas em dirigentes com as mais altas responsabilidades, potenciam o ódio e a violência", escreveu, num claro "recado" a FC Porto e Sporting. Nesse sentido e em prol da estabilidade, "o Estado, o Governo, a Assembleia da República, os diferentes responsáveis institucionais devem envolver-se cada vez mais neste objetivo coletivo de combater as ameaças ao futebol, nas suas diversas vertentes (...) Ninguém pode ficar de fora desta responsabilidade", conclui.

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