950 homens das Forças Armadas chegam à favela da Rocinha

Patrice Gainsbourg
Setembro 24, 2017

Seis criminosos foram presos. Com eles, havia um fuzil AK47 com numeração raspada e quatro carregadores; uma pistola Glock 9mm com dois carregadores; munição; dois equipamentos de rádio transmissores; documentos; cadernos de anotações; e pequena quantidade de drogas e dinheiro em espécie. Nos acessos, moradores circulavam normalmente. O Esquadrão Antibombas da Polícia Civil foi acionado e desativou o explosivo. As armas pertencem à quadrilha do traficante Bob do Caju.

"Vamos ter outras operações a serem realizadas aqui no estado, junto com as forças de segurança, unidas", completou o governador. Há uma semana, facções rivais iniciaram a disputada pelo controle do tráfico de drogas na favela com tiroteios, mantendo a população apreensiva.

No quinto dia de operação policial, o Bope entrou na comunidade às 5h e houve trocas de tiros com traficantes. Segundo o jornal Globo, os traficantes esconderam-se na mata localizada no alto da favela. Blaz afirmou que a Polícia Militar não agiu com mais força para acabar com o confronto porque a intervenção poderia vitimar moradores. Todos possuem mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio. Apesar de estar detido, Antônio Bonfim Lopes ordenou os ataques na favela contra o rival.

Esta quinta-feira (21) foi o quinto dia seguido de terror na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. "Nós vamos pedir ao Poder Judiciário que conceda buscas e apreensão em residências em áreas conflagradas".

Antes, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Segurança Pública do Estado, Roberto Sá, haviam formalizado o pedido para que os militares ajudem em ações na região. Ele disse que os militares permanecerão na comunidade durante "a noite inteira", pelo menos até sábado.

Terremoto de magnitude 6,1 atinge a costa do Japão
Segundo o USGS, terão sido sentidos pequenos abalos na ilha de Honshu, mas o risco de destruição é baixo. Desta vez, contudo, os especialistas preveem que o tremor não deve causar grandes danos.

"Eu mesmo fui consultado de madrugada pelo Wolney (Dias, comandante da PM) e o (Roberto) Sá (secretário de Segurança) e pedi para ter muita cautela".

"Aquele tiroteio que foi observado na parte da manhã já não acontece".

"Foi autorizado cerco na Rocinha para que se possa continuar o enfrentamento com criminosos", disse no Palácio do Planalto. Mais três batalhões do Exército, que somam quase 3 mil homens, estão prontos, caso a situação se agrave. "Essa atuação é uma situação nova", afirmou.

O cerco à Rocinha conta com um total de 950 militares do Exército, Marinha e Força Aérea, apoiados por meios terrestes pesados, entre eles 10 tanques, e por vários helicópteros.

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