Denúncia contra Temer tramitará de forma conjunta com a de ministros

Eloi Lecerf
Setembro 28, 2017

O plenário da Câmara dos Deputados concluiu no fim da tarde desta terça-feira (26), a leitura da segunda denúncia da Procuradoria-geral da República contra o presidente Michel Temer, por organização criminosa e obstrução à Justiça. Deputado Fernando Giacobo (à direita) leva processo ao departamento jurídico da Presidência A notificação foi levada ao Palácio do Planalto pelo primeiro secretário da Câmara, Fernando Giacobo (PR-PR), depois de dois adiamentos por conta de problemas operacionais no sistema da Câmara.

A partir da notificação, a defesa de Temer terá até dez sessões do plenário da Câmara para enviar seus argumentos, se quiser. A sessão de leitura já foi adiada por duas vezes por falta de quórum, mas nesta terça, enfim, deve acontecer. O advogado Antônio Mariz de Oliveira deixou a defesa do presidente Temer após a Câmara dos Deputados receber, na última quinta-feira (21), do Supremo Tribunal Federal (STF) a nova denúncia contra o presidente. Rodrigo Pacheco segue a posição adotada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A denúncia agora será encaminhada para a CCJ, onde começará a tramitação. Ao ser questionado se já sabe como vai votar, Giacobo disse que, na primeira denúncia, por corrupção passiva, votou contra. Se houver mais de uma sessão no dia, apenas uma será validada.

O parecer será discutido pelos parlamentares em plenário e, depois, será submetido a votação nominal. E antes de ser analisada na comissão, é preciso definir como o documento será relatado: se em conjunto ou de forma separada.

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O documento traz ainda uma mensagem de Steven Tyler: "Para todos na América do Sul". A banda faria quatro shows em Curitiba, na Argentina, no Chile e no México.

A decisão quanto ao procedimento da denúncia na CCJ, segundo Pacheco, foi tomada em conjunto pela mesa diretora da comissão com a Solicitação de Instauração de Processo (SIP), e atendia uma questão de ordem enviada do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), e ratificada pela deputada Maria do Rosário (PT-RJ), que pediam o fatiamento.

DenúnciaA denúncia elaborada pela equipe do então procurador-geral da República Rodrigo Janot cita a atuação política de Temer a partir de 2006, quando o Conselho Nacional do PMDB aprovou a integração da legenda, em bloco, à base aliada do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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