Temer é oficialmente notificado sobre denúncia pela Câmara

Patrice Gainsbourg
Setembro 28, 2017

A denúncia elaborada pela PGR contra o presidente, os ministros e outros peemedebistas é pelos supostos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça. "Precisamos definir se será concedido o prazo de cinco sessões para cada uma das defesas ou cinco sessões ao todo", explicou Pacheco.

O presidente Michel Temer assumiu ele próprio as negociações para barrar a denúncia da Câmara.

Giacobo também foi responsável pela entrega da primeira denúncia a Temer, em junho. "Não faz sentido obrigar que os deputados tenham uma única posição sobre os três casos", disse Molon.

Para Molon, a autorização de investigação pelo STF tem efeitos diferentes entre os denunciados. É necessário o apoio de dois terços dos deputados (342 dos 513) para que a denúncia seja aceita e o Supremo possa instaurar o processo. No caso dos ministros, não há essa consequência obrigatória.

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Questionado ainda sobre o impacto desses investimentos para o Estado do Rio de Janeiro, o diretor-geral se mostrou otimista. O bloco 346, localizado na franja do pré-sal, na Bacia de Campos, foi o mais disputado no leilão.

Janot apontou ainda que Temer atuou por meio de terceiros neste período e assumiu a liderança da organização criminosa a partir de 2016, quando chegou à Presidência da República. Tem um conjunto que foi apresentado pela Procuradoria. Ao contrário do que quer a oposição, a denúncia vai ser analisada de uma vez só, sem divisão entre a do presidente Temer e as denúncias dos ministros. Segundo essa fonte, o andamento da denúncia não pode ser devagar demais para não parecer arrogância por parte do presidente e nem acelerado demais a ponto de que alguns o acusem de estar com medo, o que poderia ampliar chantagens de parlamentares.

"Fiz um levantamento em cima dos membros que temos hoje na comissão, e teremos uma vitória muito significativa, muito parecida com a vitória que tivemos no relatório do Paulo Abi-Ackel, de 41 votos a 24 e uma abstenção do presidente da CCJ".

Ele lembrou que, na primeira denúncia, votou contra o prosseguimento da acusação, mas que não tomou uma decisão sobre a segunda.

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