BNDES devolve R$ 33 bilhões ao Tesouro Nacional

Judith Bessette
Setembro 29, 2017

O Tesouro decidiu fazer a antecipação para economizar R$ 700 milhões com juros que deixam de ser atualizados.

A devolução de recursos pelo BNDES é necessária para que não se descumpra a "regra de ouro" orçamentária em 2017.

Com os leilões das quatro usinas hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a União arrecadou R$ 12,3 bilhões, R$ 1,2 bilhão a mais que o preço mínimo de R$ 11,1 bilhões. "Essa é a resposta", disse, quando perguntado sobre os valores do ano que vem.

A secretária do Tesouro Nacional confirmou que há, sim, a previsão de recursos adicionais com resgate de precatórios. Outros R$ 17 bilhões seriam repassados em novembro. No mês, elas ficaram em R$ 101,634 bilhões.

Os investimentos no Programa de Aceleração Econômica (PAC) somaram R$ 2,079 bilhões em agosto, queda real de 19,0% ante igual mês do ano passado.

Na semana passada, o governo descontingenciou (liberou) R$ 12,8 bilhões do Orçamento.

Ela afirmou ainda que a redução das despesas discricionárias mostra o esforço do governo de contenção das despesas.

A secretária disse ainda que, para o cumprimento do teto de gasto deste ano, o governo ainda tem uma margem de R$ 29 bilhões nas despesas discricionárias.

São precisos "semanas ou meses" de negociações para o "Brexit" avançar
Em paralelo a essas negociações, Theresa May e Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu que reúne os dirigentes do bloco, devem se reunir nesta terça-feira (26) em Londres.

Se a devolução de R$ 130 bilhões em 2018 não ocorrer, de acordo com ela, terá que ser feito um "ajuste fiscal que dê conta de fazer caber as despesas correntes".

Já as despesas, cresceram 0,3% na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, para R$ 815 bilhões.

Ana Paula acredita que as medidas anunciadas pelo governo serão enviadas ao Congresso Nacional "tempestivamente". No ano, as despesas do governo já consumiram 61,62% do teto de gastos.

Quando a equipe econômica definiu o aumento da meta de déficit primário de 2017 e 2018 para R$ 159 bilhões, também foram apresentadas uma série de medidas para aumentar receitas e reduzir gastos.

"O governo deve botar as barbas de molho quanto a um cheque de R$ 130 bilhões em 2018". "A meta é um déficit elevado e precisamos de medidas para resolvê-lo". No caso do governo federal, essa remuneração vem das ações detidas pela União em empresas como Petrobras. Desse total, R$ 13,208 bilhões são restos a pagar, ou seja, despesas de anos anteriores que foram transferidas para 2017. "Os R$ 12,8 bi a serem liberados é um número seguro".

Os recursos deste ano estão garantidos.

Sobre o acordo de recuperação fiscal do Estado do Rio de Janeiro, a secretária disse que continua havendo iniciativas para privatização da Cedae, companhia de saneamento do RJ.

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