Polícia espanhola fecha seções de votação na Catalunha

Oceane Deschanel
Outubro 1, 2017

Um porta-voz dos serviços de Saúde disse que 337 pessoas foram atendidas em hospitais e centros médicos.

Em duas horas, a procuradoria-geral admitia 38 feridos e três deles em estado grave - uma pessoa foi atingida com uma bala de borracha no olho e estava a ser operada ao início da tarde. Perante a resistência, os agentes usaram os bastões para entrar no local e apreender o material eleitoral.

Após cinco anos pedindo a consulta sobre a independência da região de 7,5 milhões de habitantes, rejeitada reiteradamente pelo governo espanhol de Mariano Rajoy, o presidente catalão Carles Puigdemont decidiu levá-la adiante desobedecendo as proibições judiciais. Segundo ele, a imagem externa do Estado "continua piorando e chegou hoje a níveis de vergonha que vão acompanhá-lo para sempre".

Gerard Piqué afirmou hoje que os catalães são mais fortes na defesa da democracia, depois de votar no referendo pela independência da Catalunha.

A base de dados online dos eleitores recenseados da Catalunha que permitia o referendo deste domingo está inacessível em muitos centros de voto devido à ação do governo central.

"O presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, e sua equipe são os únicos responsáveis por tudo que aconteceu ontem e por tudo que poderá acontecer, se não puserem fim a essa farsa", declarou Millo, em entrevista coletiva.

Corpo em decomposição é encontrado no rio Parnaíba
O corpo foi achado no Rio Parnaíba em estado de decomposição, o que significa dizer que a morte pode ter ocorrido há alguns dias. Segundo o Corpo de Bombeiros , ele teria se afogado quando mergulhava com amigos.

Segundo as fontes citadas, o presidente do Governo estará hoje em contato com o rei Felipe VI, que cancelou atos públicos de sua agenda da próxima semana. Barcelona, cidade de paz, não tem medo - escreveu em sua conta no twitter.

Cerca de 10.000 homens da Polícia Nacional de da Guarda Civil foram enviados à comunidade autônoma para coibir o referendo, proibido pela Justiça espanhola.

Os agentes da Polícia Nacional apareceram em pelo menos quatro pontos de votação de Barcelona, onde tentaram romper o cordão de pessoas concentradas frente às assembleias de voto para encerrá-las, como ordenou o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC). O presidente precisou se deslocar a outro ponto de votação próximo para depositar sua cédula. A alteração foi possível, porque, no último minuto, o governo catalão instaurou um cadastro único de eleitores.

Participantes do governo catalão prometeram dar prosseguimento ao plebiscito no domingo, apesar de o Tribunal Constitucional da Espanha ter suspendido a votação. Até agora, a polícia já confiscou milhões de cédulas que seriam usadas na consulta popular.

Os dirigentes do FC Barcelona têm estado em contacto constante com as autoridades para saber se haveria condições para realizar o encontro, depois de vários incidentes terem marcado o referendo pela independência da Catalunha.

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