Superávit da balança foi recorde para setembro

Judith Bessette
Outubro 3, 2017

"Vamos atualizar nossas projeções e divulgar no próximo mês", afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto. A estimativa de superávit comercial este ano seguiu em US$ 62,00 bilhões, ante US$ 61,35 bilhões de um mês antes.

O superávit comercial acumulado entre janeiro e setembro representa 47,3% mais que no mesmo período de 2016.

Mesmo com a recuperação da atividade econômica aumentando a demanda por produtos importados, o crescimento mais expressivo das vendas ao exterior levou a balança comercial brasileira a bater novo recorde em setembro. O resultado positivo anual de 2016 havia sido de US$ 47,7 bilhões. O aumento foi de 18,1% na mesma base de comparação, a R$ 42,6 bilhões (US$ 13,488 bilhões).

Entre os básicos, destaque para soja em grão, milho em grão, algodão bruto, minério de cobre, carne bovina, fumo em folhas, minério de ferro, petróleo bruto, farelo de soja e carne de frango.

Nos manufaturados, produtos como torneiras e válvulas (437,1%), máquinas para terraplanagem (86,1%) e tratores (72,2%) encabeçaram a alta das exportações.

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Da mesma forma, a afirmação "se um governante administra bem o país, não importa se ele é corrupto ou não", é rejeitada por 74%. Ainda sobre Lula , 5% não opinaram e 40% dos entrevistados afirmaram que não há motivos para a detenção do ex-presidente.

No mesmo período do ano passado, a balança também registrou superávit, mas menor: US$ 36,17 bilhões. Houve crescimento ainda de 26,4% nas importações de combustíveis e lubrificantes, 15,9% nos bens de consumo e 15,1% de bens intermediários.

Para Abrão Neto, as importações maiores de bens de capital podem refletir o reaquecimento na economia. "O aumento está concentrado nas importações de bens intermediários e insumos, em especial para a agropecuária, como fertilizantes e herbicidas, e também para a indústria dos setores químico e eletro-eletrônicos", destacou Abrão Neto. As exportações alcançaram US$ 18,7 bilhões, com aumento de 24% sobre igual período do ano passado.

No acumulado de 2017, o volume exportado alcança 1,066 bilhão de litros (menos 34% ante 2016), com receita de US$ 604,3 milhões (queda de 23,2%). "[O aumento] pode indicar uma tendência de recuperação dessa linha de importações, muito relacionada a investimentos. Nós confirmaremos essa tendência nos próximos meses", ressaltou o secretário.

Na ponta das importações, todas as categorias também mostraram desempenho positivo.

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