Nobel da Química distingue trabalho sobre biomoléculas

Oceane Deschanel
Outubro 4, 2017

A distinção, atribuída pela Real Academia das Ciências Sueca, deve-se aos desenvolvimentos na microscopia crioeletrónica, uma técnica que permite ver estruturas de biomoléculas em solução.

Com a descoberta, os pesquisadores agora podem congelar as biomoléculas no meio do movimento e visualizar os processos que nunca antes viram, o que é decisivo para a compreensão básica da química da vida e para o desenvolvimento de produtos farmacêuticos. Entre 1975 e 1986 ele desenvolveu um método de processamento das imagens no qual duas imagens deslocadas do microscópio eletrônico são analisadas e mescladas para revelar uma estrutura tridimensional.

Jacques Dubochet trabalha como investigador na Universidade de Lausanne, na Suíça. Quando a água líquida evapora no vácuo do microscópio eletrônico, as biomoléculas desmoronam. Jacques Dubochet, de 75, vitrificou a água, o que permite às biomoléculas conservarem sua forma natural.

As descobertas otimizaram o microscópio eletrônico, permitindo que a resolução atômica desejada fosse alcançada em 2013.

Nos últimos anos, a literatura científica foi inundada por imagens de todo tipo de biomolécula, desde as proteínas que causam resistência a antibióticos até o mapeamento da superfície do vírus da zika. "A bioquímica está agora a ter um desenvolvimento explosivo e preparada para um futuro entusiasmante", frisa ainda a academia. Jacques Dubochet é suíço, Joachim Frank, alemão, e Richard Henderson, escocês.

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Segundo o site Deadline , o orçamento estimado para a realização dos quatro longas é de US$ 1 bilhão, o mais alto da história. As filmagens do segundo filme iniciaram na última semana na Austrália, e o filme chega aos cinemas em 18 de dezembro de 2020.

"Este método vai conduzir a bioquímica a uma nova era", estimou a Academia, que vai atribuir aos vencedores nove milhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de um milhão de euros.

Outros prêmios. Em 2016, o Prêmio Nobel de Química foi concedido aos pesquisadores Jean-Pierre Sauvage, da França, Sir James Fraser Stoddart, da Escócia e Bernard Feringa, da Holanda, por seus trabalhos no design e síntese de máquinas moleculares.

O prêmio de Química é o terceiro da temporada do Nobel 2017.

Na próxima sexta-feira, 6, será anunciado o tão esperado Nobel da Paz.

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