Condenado na Itália, Cesare Batisti é preso indo para a Bolívia

Patrice Gainsbourg
Outubro 5, 2017

A decisão teve entendimento oposto ao do STF (Supremo Tribunal Federal) à época, que autorizou a extradição para a Itália.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na tarde de hoje, policiais abordaram um veículo particular onde estavam Battisti e outros dois passageiros.

O ex-ativista do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), grupo de extrema esquerda ativo na Itália no fim dos anos 1970, vive em refúgio no Brasil desde 2010, quando o refúgio foi concedido pelo ex-presidente Lula.

Pelo fato do governo italiano ter pedido formalmente ao Brasil, o pedido para devolver Battisti ao seu país de origem, autoridades acreditam que o Cesare Battisti estava fugindo para a Bolívia. Ele foi encaminhado à Delegacia da PF em Corumbá, onde presta esclarecimentos sobre o crime.

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Eles portavam uma quantia significativa em moeda estrangeira e, por se tratar de região de fronteira, os policiais rodoviários federais comunicaram a Polícia Federal, que realizou o acompanhamento do veículo até a fronteira entre Brasil e Bolívia.

A PF destacou que o crime de evasão de divisas "se configura quando uma pessoa envia valores para o exterior sem a devida declaração a autoridade competente". "O estrangeiro foi detido no momento em que tentava sair do Brasil em um taxi boliviano", comentou a assessoria da PRF. Na semana passada, a defesa entrou com pedido de habeas corpus para que ele não fosse extraditado. O relator é o ministro Luiz Fux. A soltura dele veio por meio de decisão do STF em junho de 2011.

"Desde 2016, com as mudanças ocorridas no Poder Executivo, os advogados afirmam que há notícias de que o governo italiano pretende intensificar as pressões sobre o governo brasileiro para obter a extradição", informa o STF.

Cesare Battisti foi preso com de US$ 5 mil (cerca de R$ 16 mil) e 2 mil euros (R$ 7,3 mil) em Corumbá, cidade a 428 quilômetros de Campo Grande, segundo informou a Polícia Federal. Ele foi preso no Rio de Janeiro e cumpriu prisão preventiva para fins de extradição na penitenciária da Papuda, em Brasília até 2010. Seriam Torquato Jardim (Justiça), primeiro a analisar o pedido do governo estrangeiro; e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), "por considerar o ato como um gesto importante diplomaticamente", segundo O Globo. Finalmente, alegam que Battisti casou-se com uma brasileira e tem um filho que depende econômica e afetivamente dele, o que impede a sua expulsão.

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