Campanha contra Armas Nucleares ganha Nobel

Patrice Gainsbourg
Outubro 6, 2017

Pela voz de Berit Reiss-Andersen, presidente do Comité, a decisão foi justificada com o trabalho feito para a eliminação de armamento nuclear no mundo, chamando assim a atenção para as consequências humanitárias catastróficas de qualquer uso de armas nucleares.

Fihn disse que a distinção é "uma grande honra" e apelou aos países para que "proíbam agora" as armas atómicas. Os líderes da Ican dedicaram a láurea aos esforços de "milhões de membros da campanha e cidadãos conscientes" que protestam e insistem na ausência de propósito legítimo e no banimento das armas nucleares da face da Terra.

Em 2016, o prémio Nobel da Paz foi atribuído ao Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, pelos seus esforços na restauração da paz no país. "Se há um momento para as nações declararem uma inequívoca oposição às armas nucleares, o momento é agora", lê-se na manifestação da campanha.

O Nobel foi concedido no momento em que o presidente americano Donald Trump deve certificar ao Congresso, até 15 de outubro, que o Irã respeita os compromissos do acordo histórico de 2015.

Os diplomatas estão preocupados com as repercussões negativas da posição de Washington no caso nuclear iraniano, no momento em que a comunidade internacional espera que a Coreia do Norte retorne à mesa de negociações e renuncie a suas próprias ambições nucleares.

Seleção não deve ter surpresas contra a Bolívia
O jogador do Liverpool vinha sendo titular da equipe, mas perdeu o posto para o meia do Chelsea nos últimos dois jogos. Com as ausências de Marcelo e Filipe Luís , ambas por lesão, Alex Sandro , da Juventus, assume a lateral-esquerda.

O tema está no centro de tensões internacionais, nomeadamente no Irão e Coreia do Norte.

A ICAN é uma organização transnacional que agrupa entidades de mais de cem países, tendo surgido inicialmente na Austrália e apresentada internacionalmente em 2007 na capital austríaca, Viena. A coligação é não-governamental e está presente em mais de 100 países.

Ainda na justificação, o Comité destacou o facto de, a 07 de Julho último, 122 países terem assinado um tratado internacional contra a proliferação nuclear, mas lamentou que nem os países que contam com arsenais nucleares nem os seus aliados o tenham ratificado, embora Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU) tenham dado um primeiro passo nesse sentido.

O Comitê Nobel já havia recompensado os esforços de desarmamento nuclear ao dar o prêmio ao dissidente soviético Andrei Sakharov em 1975, a Associação Internacional de Médicos para a Prevenção da Guerra Nuclear em 1985, Joseph Rotblat e o movimento Pugwash - cujas conferências debatem o desarmamento nuclear - em 1995, assim como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e seu então diretor Mohamed El Baradei em 2005.

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