Rússia. Mais de 100 detidos num conjunto de manifestações

Patrice Gainsbourg
Outubro 8, 2017

Sónia Sénica, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) está convencida que tal como aconteceu em outras manifestações, também as deste sábado vão ser expressiva e apesar de Vladimir Putin tentar não dar credibilidade a Alexei Navalny, é cada vez mais difícil ao regime não dar importância a este crítico.

Sónia Sénica admite que a recandidatura de Putin às presidenciais de 2018 pode ser minada por este homem que se afirma cada vez mais como opositor e que o regime tenta travar com as várias condenações de cadeia. É sua terceira passagem pela prisão desde o início do ano.

Houve concentrações em 80 cidades russas, do Extremo Oriente ao Báltico, incluindo em Moscovo, mas o mais importante cortejo realizou-se em São Petersburgo (noroeste), segunda cidade do país, onde 3.000 pessoas desfilaram pelo centro da cidade, gritando "Liberdade para Navalny!", antes de se iniciarem as detenções, segundo a agência de notícias francesa AFP, no local.

De acordo com a organização OVD, há registros de ao menos 271 detidos em pelo menos 26 cidades.

Já a Polícia de São Petersburgo anunciou que 38 pessoas haviam sido detidas "por obstaculizarem a circulação de veículos", acrescentando que todas foram liberadas.

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A expectativa é que Nate atinja os EUA nas primeiras horas de domingo (8) como furacão de categoria 1, numa escala que vai até 5. Nestes países, ainda há buscas por sobreviventes e a avaliação dos danos começa a ser feita conforme as chuvas dão trégua.

Segundo a polícia, a manifestação de São Petersburgo juntou "cerca de 1.800 pessoas".

A ONG Anistia Internacional denunciou a detenção de "manifestantes pacíficos na Rússia" e pediu às autoridades que os libertassem "imediatamente" e começassem "imediatamente a respeitar e a proteger os direitos desses manifestantes". Até ser detido, estava prevista a realização de um comício em São Petersburgo neste sábado.

Em Moscovo, um milhar de pessoas concentrou-se durante a tarde no centro da cidade, debaixo de aguaceiros.

"Quero acabar com as armações do Putin", disse à AFP a estudante Maria Antonyenko, de 18 anos, que protestava na capital.

Por seu lado, Vladimir Putin, que se encontra na estância balnear de Sotchi, no sul do país, presidiu a uma reunião do conselho de segurança russo, a meio do dia, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

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