Estados Unidos suspendem emissão de vistos na Turquia

Judith Bessette
Outubro 10, 2017

Horas mais tarde, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em visita a Kiev, se declarou "penalizado" com a decisão americana.

O embaixador americano na Turquia, John Bass, assegurou em um vídeo divulgado nesta segunda à noite que "a decisão não foi tomada rapidamente".

A Turquia pediu nesta segunda-feira aos Estados Unidos que revejam a suspensão dos serviços de emissão de vistos depois que a prisão de um funcionário consular dos EUA na Turquia aumentou as tensões entre os dois país e fez a moeda e as ações turcas caírem. "Esta medida se aplica tanto aos vistos nos passaportes como aos e-vistos (adquiridos via internet) e aos vistos adquiridos na fronteira", concluiu a Turquia no comunicado.

A embaixada turca em Washington anunciou este domingo que precisa de "reavaliar" o compromisso do governo norte-americano quanto à segurança da sua missão e pessoal diplomático, um comunicado semelhante ao que a embaixada norte-americana em Ancara divulgou também ontem, no qual as duas representações sublinham que vão suspender "imediatamente" a atribuição de vistos até esses processos estarem concluídos.

Washington suspendeu no domingo de maneira imediata a concessão de vistos, exceto os de imigração, em todas as suas missões diplomáticas na Turquia, dias depois da prisão de um funcionário local do consulado em Istambul, acusado de "espionagem".

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Este brusco agravamento das relações repercutiu com força nos mercados: a Bolsa de Istambul abriu esta segunda-feira com baixa de 4%, e a libra turca era cotada a 3,71 por dólar (diante dos 3,61 de sexta-feira), após alcançar o máximo de 3,92.

O detido é acusado de manter vínculos com antigos responsáveis da polícia turca, que supostamente teriam relações com o movimento do clérigo islamita Fethullah Gülen, a quem o Governo turco acusa de ser o mentor da tentativa fracassada de golpe de Estado em 2016. "Julgar um cidadão turco por um crime cometido na Turquia é direito nosso".

A crise vem-se formando há meses mas explodiu apenas na semana passada, quando a procuradoria turca deteve um funcionário (também turco) da embaixada americana.

Esta crise consular inédita é fruto de diferenças entre os dois países, começando pela Síria, onde Washington apoia os curdos, considerados "terroristas" pelos turcos.

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