Mulher denuncia ex-companheiro e é assassinada dentro de viatura policial

Patrice Gainsbourg
Outubro 10, 2017

A caminho da delegacia para prestar queixa contra o ex-marido, uma mulher de 30 anos foi morta pelo homem dentro de uma viatura da Polícia Militar (PM) em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, na tarde de anteontem.

Eles garantem que o revistaram ao fazer a detenção e que ele não estava armado.

Um assassinato surpreendente ocorreu no último sábado (07), na cidade de Teófilo Otoni, em Minas Gerais.

Tudo começou quando Laís Andrade Fonseca, 30 anos, acionou a Polícia Militar para denunciar que uma câmera escondida foi encontrada por ela dentro de sua casa.

Após a denúncia, a Polícia veio até a residência averiguar o caso. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, a câmera encontrada por Laís filmava em tempo real as imagens da mulher e de seu filho de 8 anos.

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Ao finalizar o boletim de ocorrência por importunação ofensiva ao pudor, a vítima solicitou que o ex-marido fosse liberado, porque não tinha intenção de prejudicá-lo e pretendia reatar o relacionamento. A câmera havia sido instalada no banheiro e transmitia através de um computador as imagens ao ex-marido que confessou ter instalado o equipamento dentro da casa por ciúme, logo ao ser detido pela PM. Ao chegar no perímetro urbano de Teófilo Otoni, ainda na BR-116, os policiais foram surpreendidos com o ataque. Ele ainda desferiu mais dois golpes no próprio corpo e saltou da viatura em movimento para tentar fugir, mas acabou preso. Ele foi capturado pelos militares, socorrido na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade e encaminhado para a delegacia.

Laís não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da viatura policial. Por isso, o homem ficou no banco de trás da viatúra, junto a vítima.

Não foram dados detalhes sobre como ele conseguiu levar a arma para dentro da viatura e o motivo de o casal ter sido deixado um ao lado do outro na viatura. Por não ter passagens pela e por não ter demonstrado comportamento agressivo, o homem não estava algemado.

Como era final de semana, os depoimentos deveriam ser colhidos na delegacia regional de Teófilo Otoni.

O delegado Eduardo Gil disse que será aberto um inquérito para investigar as irregularidades cometidas pelos policiais no caso.

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